
Tesouro dos EUA amplia recompra de títulos de longo prazo para US$ 6 bilhões (Foto: Instagram)
O Tesouro dos EUA elevou para US$ 6 bilhões o volume de sua operação planejada de recompra de títulos com vencimento entre 10 e 20 anos, triplicando o montante habitual. Essa iniciativa faz parte de medidas regulares de gestão da dívida pública e busca preservar a liquidez no mercado secundário, especialmente em papéis de prazo mais longo, diante do cenário de alta volatilidade nos preços dos ativos de renda fixa.
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Em comunicado divulgado no mês passado, o Departamento do Tesouro havia anunciado a intenção de, no mínimo, dobrar as recompras de títulos de prazo estendido, passando de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões. Esse movimento anterior foi interpretado pelos analistas como um sinal de preocupação com o equilíbrio entre emissões de dívida e demanda dos investidores na curva de juros.
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Após o anúncio do incremento para US$ 6 bilhões, os rendimentos reagiram de forma imediata. O título de 10 anos teve seu juro saltando de 4,81% para 4,83%, enquanto o retorno do papel de 30 anos subiu de 5,26% para 5,29%. Já o Treasury de 2 anos manteve-se praticamente estável em torno de 4,41%, revelando maior sensibilidade dos prazos mais longos às ações do Tesouro.
Scott Bessent, secretário do Tesouro norte-americano, comentou que não enxerga os níveis atuais de rendimento refletindo os fundamentos econômicos subjacentes. Ainda segundo Bessent, não cabe ao Tesouro alterar o preço de equilíbrio dos títulos, mas sim “desacelerar o ritmo” das oscilações e sinalizar aos participantes do mercado que a trajetória de queda de preços não é irreversível.
A decisão de intensificar as recompras ocorre em um momento de alta global nas taxas de juros de longo prazo, influenciada pelo aumento do endividamento público, pela incerteza econômica e pela inflação pressionada pelos preços do petróleo, afetados pelo conflito no Irã. Nesta quarta-feira, o barril de Brent superou US$ 100 pela primeira vez desde julho, após nova série de ataques na região.
A operação de recompra está marcada para quinta-feira, quando o Tesouro atuará no mercado secundário comprando os títulos elegíveis. De acordo com especialistas, a iniciativa pode diminuir picos de volatilidade, mas dificilmente eliminará completamente as pressões sobre a curva de juros, dado o contexto fiscal e geopolítico ainda bastante instável. (Fonte: Dow Jones Newswires)





