Entenda a Difusão Amarela e o alerta global solicitado no caso Bacabal

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Ágatha Isabelly e Allan Michael, 6 e 4 anos, desaparecidos no Maranhão (Foto: Instagram)

A família de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, pediu à Polícia Federal a inclusão dos irmãos na Difusão Amarela da Interpol. Esse alerta internacional amplia as buscas ao compartilhar dados com forças policiais e agentes de fronteira de diversos países. O pedido foi protocolado em 9 de setembro de 2026 e passará por avaliação técnica na PF antes de seguir ao escritório central da Interpol.

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A Difusão Amarela é um comunicado policial global para localizar pessoas desaparecidas sem explicação, em casos de sequestro, subtração por familiares ou quando o indivíduo não consegue comprovar sua identidade. Por meio de dados como nome, idade, características físicas e circunstâncias do sumiço, a Interpol compartilha as informações com suas mais de 190 nações-membro, reforçando a cooperação internacional.

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Se ativado, o alerta amplia a visibilidade do caso em aeroportos, portos, postos de fronteira e durante operações migratórias. A Difusão Amarela ainda facilita o intercâmbio de informações: se alguém no exterior corresponder ao perfil das crianças, as autoridades poderão confrontar fotografias e descrições com o registro oficial.

A inclusão no sistema não é solicitada diretamente pela família. A Polícia Federal analisa se os requisitos são atendidos; em seguida, o documento é enviado ao escritório nacional da Interpol, que faz nova verificação antes de divulgar o alerta. Nem todas as difusões são públicas: algumas ficam restritas aos órgãos de segurança.

O acionamento da Difusão Amarela não comprova que Ágatha e Allan estejam fora do Brasil, nem confirma sequestro ou tráfico de pessoas. Trata-se de uma medida preventiva para potencializar a identificação de pistas internacionais. Até agora, não foi confirmado o paradeiro dos irmãos nem há evidências de saída do território nacional.

As crianças desapareceram em 4 de janeiro de 2026, depois de saírem para brincar na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, Maranhão. Apesar de ampla operação em matas, lagos e trechos do Rio Mearim, não foram encontrados vestígios conclusivos, e a busca segue em andamento.