Atividades nucleares na Rússia, Síria e Coreia do Norte preocupam a AIEA

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Líder norte-coreano inspeciona dispositivo nuclear em instalação de Yongbyon (Foto: Instagram)

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, enfatizou, em Viena, a importância de acompanhar de perto as atividades nucleares na Rússia, na Síria e na Coreia do Norte, citando riscos expressivos associados a essas regiões. Ele ressaltou ainda a situação delicada na usina de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, e destacou os avanços nas salvaguardas de instalações sírias.

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Em discurso ao Conselho de Governadores na segunda-feira, Grossi sublinhou que o cenário global nuclear segue demandando atenção máxima, devido à guerra na Ucrânia, aos desenvolvimentos sensíveis em países sob monitoramento e às lacunas persistentes nos processos de verificação.

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Sobre a central de Zaporizhzhia, Grossi mencionou que desde junho ocorreram dez perdas de energia externa, totalizando 26 desligamentos desde o início do conflito, e que, desde 20 de agosto, a usina vem operando com geradores a diesel. Ele frisou que um fornecimento de eletricidade estável é essencial para manter sistemas críticos, como o resfriamento dos reatores.

Um sétimo cessar-fogo localizado viabilizou o início de trabalhos de desminagem e reparos na planta, mas o diretor-geral alertou que os técnicos ucranianos “devem poder realizar suas atividades sem serem atacados ou expostos ao perigo” e reforçou o apelo por “máxima moderação militar” na região.

No Oriente Médio, Grossi qualificou como “histórico” o progresso alcançado em relação às salvaguardas na Síria. Segundo ele, a nova administração síria forneceu documentos e permitiu o acesso a Dair Alzour e outros locais, o que possibilitou à AIEA “esclarecer e resolver” pendências sobre atividades nucleares anteriores. Ele afirmou que a agência seguirá supervisionando o andamento dos trabalhos, incluindo escavações.

Quanto à Coreia do Norte, o diretor-geral expressou preocupação com a continuidade das operações nas instalações de enriquecimento de Kangson e Yongbyon e com a expansão da produção de material nuclear para fins militares, classificando esses movimentos como motivo de alarme.

Um relatório da AIEA, datado de 28 de agosto, detalha a suposta ampliação do programa nuclear norte-coreano com base em imagens de satélite e informações de fontes abertas. Nele, são descritas uma nova instalação em Yongbyon, indícios de atividades em anexo ao complexo de Kangson e sinais de operação em reatores e unidades de reprocessamento, todos apontados como violações de resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Além disso, a agência observou continuidade na mineração e no processamento de urânio; no local de testes de Punggye-ri, não foram detectadas ações relevantes no período, mas o local segue apto a realizar um teste nuclear.