Augusto Cury propõe lista tríplice de delegados para escolher diretor-geral da PF

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Augusto Cury defende lista tríplice para chefe da PF (Foto: Instagram)

Na última quarta-feira (9), o candidato à Presidência da República Augusto Cury, do Avante, defendeu que a nomeação do diretor-geral da Polícia Federal devia partir de uma lista tríplice elaborada exclusivamente pelos delegados da corporação. A afirmação foi feita em resposta a questionamentos sobre a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restabeleceu Andrei Rodrigues no comando da PF.

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Cury preferiu não emitir juízo de valor direto sobre a decisão de Dino. “Eu não vou questionar a questão do Flávio Dino”, declarou. Em seguida, o candidato ressaltou que o atual modelo de escolha permite interferências políticas sobre o órgão e defendeu uma reforma no processo para garantir a autonomia da PF e blindar suas ações de eventuais pressões partidárias.

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“Para não haver interferência na Polícia Federal, deveria existir uma lista tríplice de delegados federais, escolhida pelos próprios delegados, e o presidente da República teria de selecionar um nome entre esses três”, explicou Cury, ao sugerir que esse formato asseguraria um critério meritocrático ao comando da instituição e reduziria possíveis ingerências do Executivo.

O candidato reforçou que esse método promoveria maior independência e justiça na escolha do dirigente da PF. “É muito mais justo, é muito mais independente, porque a Polícia Federal é uma polícia de Estado, não é uma polícia de governo, não é uma polícia de partido”, ressaltou, defendendo que o órgão funcione de forma imparcial e técnica.

Além disso, Cury criticou o desgaste institucional do Supremo Tribunal Federal, sem atribuir diretamente a situação ao restabelecimento de Andrei Rodrigues. “O que está ocorrendo faz com que cada vez mais o STF esteja em níveis muito baixos de valorização por parte da sociedade brasileira”, afirmou, alertando para a necessidade de restaurar a credibilidade da Corte.

O candidato do Avante destacou que sua proposta de lista tríplice para o comando da PF integra seu plano de governo voltado ao fortalecimento das instituições e ao combate à interferência política. Segundo ele, a implementação dessa medida seria um passo importante para consolidar a independência dos órgãos de Estado e reforçar a confiança da população nas instituições republicanas.