
Inteligência e dados antecipam alta no preço do Brent até 2027 (Foto: Instagram)
A Agência de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) aumentou suas estimativas para o preço médio do petróleo Brent, prevendo US$ 91 por barril em 2026, ante US$ 87 anteriormente, e US$ 74 em 2027, acima da projeção anterior de US$ 69.
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Segundo o relatório Short-Term Energy Outlook (STEO) divulgado em 9 de setembro, o ajuste reflete um mercado global ainda apertado no curto prazo, influenciado por quedas nos estoques e restrições de exportação na região do Oriente Médio.
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A EIA aponta que interrupções e gargalos logísticos em pontos estratégicos, como o Estreito de Ormuz e o Bab el-Mandeb, mantêm a oferta contida. Além disso, sanções e riscos de segurança agravaram a volatilidade dos fluxos comerciais.
A agência estima que os estoques globais caíram cerca de 400 milhões de barris em 2023 e projeta novos recuos até o fim de 2026. Esse cenário deve sustentar o Brent perto de US$ 90 por barril no segundo semestre do próximo ano.
Para 2027, embora haja previsão de aumento gradual da produção e recomposição dos estoques, os preços ainda permanecerão acima das projeções anteriores do STEO, graças ao ritmo lento de normalização da oferta.
No Oriente Médio, a recuperação da produção deve ficar aquém dos níveis pré-conflito até o segundo trimestre de 2027. A EIA ressalta que as exportações da Arábia Saudita pelo porto de Yanbu, no Mar Vermelho, recuaram cerca de 50% em agosto em comparação a julho, devido a interrupções no Bab el-Mandeb e ao redirecionamento por rotas mais longas.
O relatório também destaca aperto no mercado de derivados. Os estoques de óleo destilado nos EUA devem cair abaixo de 100 milhões de barris em setembro e continuar baixos durante grande parte de 2027, o que deverá manter o diesel com preços elevados e estimular as exportações do produto.
Por fim, a EIA elevou a estimativa do crack spread de destilados para 2026, de US$ 0,84 para US$ 0,94 por galão, e prevê que o spread do diesel ultrapasse US$ 2 por galão entre agosto e novembro antes de recuar à medida que a oferta se regularize. Os preços do diesel vêm batendo recordes nos Estados Unidos, gerando preocupação entre investidores de energia.






