As chamadas canetas emagrecedoras estão ganhando cada vez mais espaço no combate à obesidade. Um levantamento divulgado pela Brace Pharma nesta quinta-feira (15) aponta que cerca de 87% dos médicos entrevistados recomendam medicamentos à base de GLP-1 para pacientes com sobrepeso ou obesidade. Entre endocrinologistas, cardiologistas e clínicos gerais, o índice chega a 95%, considerando a classe como primeira opção terapêutica. O estudo também identificou interesse entre os pacientes: 68% afirmaram que pretendem começar a usar esses medicamentos, enquanto 8% disseram que já utilizaram ou ainda fazem uso.
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A análise reuniu informações de pesquisas e incluiu entrevistas realizadas pelo instituto Ipsos com 200 médicos e mil pacientes adultos. A popularidade dos medicamentos, como Ozempic e Mounjaro, também aparece nas redes sociais: as menções às canetas cresceram 86% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o segundo semestre de 2025. No Brasil, há 21 medicamentos injetáveis e orais à base de GLP-1 registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Apesar do interesse crescente, o preço continua sendo um dos maiores obstáculos para a continuidade do tratamento. Segundo a análise, médicos estimam que 65% dos pacientes não conseguem manter o uso ou a dosagem prescrita por falta de dinheiro. Apenas 28% das pessoas consideradas aptas ao tratamento teriam condições de arcar com os custos para continuar usando os medicamentos. A dificuldade financeira também pode levar algumas pessoas a procurar produtos vendidos irregularmente, aumentando os riscos à saúde.
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Especialistas alertam que o uso sem prescrição e acompanhamento pode provocar problemas, como o chamado efeito sanfona, quando a pessoa perde peso e depois recupera os quilos. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão vômitos, diarreia e constipação; complicações graves, como obstrução intestinal e lesões no esôfago provocadas por vômitos, também já foram registradas. A Anvisa não recomenda medicamentos ilegais, que não passaram pela avaliação da agência, e a comercialização irregular de medicamentos injetáveis pode configurar crime. Por isso, a indicação e o acompanhamento médico são fundamentais.












