A inteligência artificial pode ganhar um novo nome nos Estados Unidos por iniciativa de Donald Trump. O presidente defende substituir a expressão por “superinteligência”, alegando que a palavra “artificial” pode dar a impressão de que a tecnologia é falsa. A proposta reacende uma discussão que começou há mais de sete décadas, quando pesquisadores buscavam desenvolver máquinas capazes de realizar tarefas associadas ao raciocínio humano.
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O termo “inteligência artificial” foi proposto em 1955 pelo matemático John McCarthy, ao lado de outros pesquisadores, como Marvin Minsky, Claude Shannon e Nathaniel Rochester. A ideia ganhou espaço durante uma conferência realizada em 1956 no Dartmouth College, nos Estados Unidos, considerada um marco no nascimento da área. Antes disso, cientistas como Alan Turing já investigavam a possibilidade de máquinas imitarem capacidades humanas, enquanto Norbert Wiener desenvolveu o conceito de cibernética.
A tentativa de Trump de popularizar o novo nome provocou questionamentos entre especialistas. Para pesquisadores ouvidos pelo g1, a mudança parece ter mais relação com estratégia política, marketing e disputa por influência tecnológica do que com uma transformação científica. O presidente chegou a sugerir que pessoas que continuassem usando a expressão tradicional seriam tratadas como adversárias. Ainda assim, alterar a nomenclatura não muda, por si só, o funcionamento dos sistemas nem o significado técnico da área.
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Outro ponto de preocupação é que a palavra “superinteligência” pode transmitir a ideia de máquinas muito superiores aos seres humanos. Especialistas também distinguem a tecnologia disponível hoje da chamada inteligência artificial geral, conceito que envolve sistemas capazes de executar uma ampla variedade de tarefas intelectuais em nível comparável ou superior ao humano. Embora a IA já esteja presente em assistentes virtuais, reconhecimento facial e ferramentas que produzem textos e imagens, não há comprovação de que uma superinteligência desse tipo já exista.












