
Sobreviventes de helicóptero em Iaras são investigados por ligação com o PCC (Foto: Instagram)
Segundo informações obtidas pelo Metrópoles com fontes policiais, três homens que sobreviveram à queda de um helicóptero em uma região de mata fechada em Iaras, no interior de São Paulo, são suspeitos de terem ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As circunstâncias do acidente e o perfil dos sobreviventes motivaram investigações mais detalhadas por parte das autoridades.
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O acidente ocorreu antes do início das buscas oficiais, durante a madrugada de domingo (20). Uma das vítimas conseguiu manter o contato com a Polícia Militar por rádio amador e solicitou socorro, apontando o local exato da queda. A gravação do pedido de ajuda auxiliou as equipes de resgate, que conseguiram chegar ao ponto isolado ainda nas primeiras horas da manhã.
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Durante o atendimento inicial, um dos sobreviventes apresentou documento com dados falsos. Ao consultar o sistema Muralha Paulista, os policiais identificaram registros que apontam suposto envolvimento em tráfico de drogas e cárcere privado. Essas informações levantam dúvidas sobre a real identidade e a conduta anterior desse indivíduo, cujo paradeiro continua sendo monitorado pelas forças de segurança.
Além disso, de acordo com o Metrópoles, esse mesmo homem seria acusado de atuar como comparsa de um integrante do PCC no Guarujá, litoral paulista. Para esclarecer o caso, a corporação solicitou exame de identificação por impressão digital, que deve confirmar ou refutar as suspeitas sobre seu verdadeiro nome e eventual ficha criminal.
Outro dos sobreviventes foi identificado como José Tadeu dos Santos. O levantamento policial aponta que ele é ex-militar da Aeronáutica e cumpriu cerca de 15 anos de prisão por envolvimento no transporte de drogas entre o Paraguai e o Brasil. Segundo registros oficiais, Tadeu também foi detido em 2012 na posse de aproximadamente 200 quilos de cocaína dentro de uma aeronave.
A Polícia Civil investiga ainda se José Tadeu possuía autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para pilotar o helicóptero que caiu em Iaras. As autoridades apuram documentos e certificados que comprovem o registro regular do aparelho e a habilitação do piloto, além de analisar possíveis infrações administrativas relacionadas ao transporte aéreo de cargas e pessoas.
Até o momento, a Polícia Militar informou que permanece em campo para confirmar de forma definitiva as identidades e os antecedentes dos três sobreviventes antes de divulgar dados oficiais. As vítimas foram resgatadas com o apoio da aeronave Águia da PM e encaminhadas para atendimento médico em Avaré, município vizinho. O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) isolou a área para prosseguir com as apurações.






