
Silvanildo Amâncio de Araújo passa a responder por sequestro, estupro e tortura após tentativa de feminicídio (Foto: Instagram)
Silvanildo Amâncio de Araújo, suspeito de lançar a ex-companheira de um penhasco na Serra do Rola-Moça, em Minas Gerais, passou a responder por uma série de novas acusações na Justiça. Até então réu apenas pela tentativa de feminicídio, ele agora figura em denúncias que abarcam toda a fase em que Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza esteve desaparecida.
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Conforme despacho do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), acolhido a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o rol de acusações foi ampliado. Além da tentativa de feminicídio, Silvanildo responde por sequestro e cárcere privado com fins libidinosos, estupro, roubo mediante uso de arma branca, tortura, violência doméstica e familiar e descumprimento de medidas protetivas de urgência.
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O inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apontou que Ana Cláudia foi mantida em um local não revelado sob cárcere privado, sofrendo ameaças constantes com a ponta de uma faca. As investigações revelaram ainda que ela teria sido coagida a manter relações sexuais contra sua vontade, configurando estupro.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito subtraiu pertences da vítima, entre eles o telefone celular, e a forçou a desbloquear o aparelho antes de ficar com ele. A medida teria servido para impedir o rastreamento e atrasar o resgate.
Ainda de acordo com as apurações, Silvanildo tentou despistar a polícia ao fornecer informações falsas sobre o paradeiro de Ana Cláudia. Para os investigadores, seu objetivo era matá-la e ocultar o corpo em uma região de mata fechada e de difícil acesso.
Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, foi dada como desaparecida em 25 de maio deste ano. No dia seguinte, equipes de resgate a encontraram pendurada em um trecho do penhasco, onde ficou até ser retirada. Ela apresentava sinais de desidratação, mas não sofreu ferimentos graves nem fraturas.
O autor do crime foi preso em Várzea da Palma, no Norte de Minas, durante as buscas. Em gravação obtida pela imprensa, Silvanildo confessou ter dirigido até o bairro Jardim Canadá com a vítima, que havia buscado no trabalho, e disse: “Busquei ela no serviço, abracei e falei para entrar no carro. Levei até o Jardim Canadá e empurrei do penhasco.”
Todo o processo corre em segredo de Justiça, o que impede acesso público a detalhes sobre as próximas etapas, como diligências e audiências futuras. Até o momento, a defesa de Silvanildo não apresentou manifestação oficial sobre as novas imputações. O suspeito permanece respondendo judicialmente por todas as acusações, incluindo tentativa de feminicídio e os crimes que teriam sido cometidos durante o período em que a vítima ficou desaparecida.






