A cirurgiã-dentista Giulia Falcão afirmou que tentou buscar ajuda de seguranças enquanto era agredida pelo marido, o empresário Ivo Vel Kos, de 48 anos, na madrugada de sábado (15), em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo a vítima, os profissionais não teriam intervenido durante o episódio. A polícia deve analisar imagens de câmeras de segurança para esclarecer a dinâmica do caso.
Giulia relatou que deixou o carro durante as agressões e procurou ajuda na rua. Segundo ela, mesmo após gritar e pedir socorro, os seguranças permaneceram no local sem interferir. “Eu desci do carro pedindo socorro aos seguranças da rua. Eles não me ajudaram a pedido do Ivo. Eu chorava, gritava, e eles não faziam nada. Eu gritava pedindo ajuda. Nisso, ele [marido] me desferiu um golpe no rosto e conseguiu me levar para dentro de casa à força, e as agressões continuaram”, relatou ao g1.
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A defesa da dentista afirma que dois profissionais teriam presenciado as agressões e pretende levar a atuação deles às autoridades. De acordo com o advogado Fabio Fajolli, um dos seguranças estaria dentro de um veículo quando teria visto Giulia já ensanguentada e deixado o local. O outro estaria na calçada e, segundo a defesa, teria acompanhado a situação sem acionar a polícia.
Ainda conforme o advogado, esse segundo profissional teria ajudado Ivo a levar Giulia para dentro da residência. “Nós temos um crime omissivo aqui, a princípio. E o segundo é ainda pior. Ele visualiza a cena, está na calçada, na mesma calçada, e não intervém, não chama a polícia, e não faz nada. E depois ele ajuda o agressor a arrastar a Giulia até a casa deles, onde ela vai sofrer mais 40 minutos de tortura e agressões”, afirmou.
A polícia deverá verificar as imagens das câmeras para esclarecer o que aconteceu em frente à residência, incluindo o pedido de ajuda feito pela vítima e a conduta dos seguranças. Vizinhos também podem ser chamados para prestar depoimento.
Fajolli afirmou que a defesa pretende buscar a responsabilização dos dois profissionais. “Esses seguranças, que não são seguranças na verdade, serão, sim, investigados e responsabilizados. O primeiro, de forma omissiva, e o segundo de forma ativa”, disse.
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Além da atuação dos seguranças, a defesa também aponta como outra frente do caso a conduta de familiares de Ivo. Segundo o advogado, eles teriam trocado as fechaduras da residência e impedido Giulia de acessar a casa, o carro e outros bens. “Nós temos três frentes de trabalho, porque nós temos três núcleos ali envolvendo esses fatos. Ivo, o agressor; temos os familiares, que é o segundo núcleo, que trocaram as fechaduras da casa, impediram o acesso da Giulia ao próprio carro, à própria casa e aos próprios bens, e um terceiro desdobramento, um terceiro núcleo, que é justamente a atuação desses seguranças”, disse Fajolli.
Ivo Vel Kos foi preso por violência doméstica e ameaça.















