
Disputa eleitoral no RJ foca em segurança pública (Foto: Instagram)
A segurança pública foi o tema central da propaganda eleitoral para o governo do Rio de Janeiro exibida nesta sexta-feira (28), mas Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) adotaram estratégias completamente distintas. Enquanto Ruas tentou ampliar o debate para um cenário nacional e associar sua imagem à família Bolsonaro, Paes focou na experiência que acumulou em quatro mandatos como prefeito do Rio, omitindo referências diretas à eleição presidencial.
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Na campanha de Ruas, a ideia de confronto entre gerações ganhou força logo no início. Ao mencionar a “turma da velha política”, a peça mostrou em tela vermelha uma foto antiga em preto e branco de Paes ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, em seguida, passou para o verde, com imagens coloridas de Ruas ao lado de Jair e Flávio Bolsonaro.
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O candidato do PL também explorou o conceito de “dois rios” no Estado: um ligado ao cartão-postal, às praias e ao turismo, e outro formado pelas periferias, como a Baixada Fluminense, São Gonçalo, zonas Norte e Oeste do Rio e municípios do interior. “Quem mora aqui sabe, existem dois rios. O Rio do cartão-postal […] e tem o nosso, o Rio real”, declarou, ressaltando a desigualdade de serviços públicos.
Ruas voltou-se ainda para sua biografia, ao afirmar que cresceu em São Gonçalo e ingressou na polícia motivado pelo medo dos tiroteios. Ele definiu a insegurança como “a maior ferida do Rio” e estendeu seu discurso a áreas como saúde, transporte e educação. “Para mim, essa eleição não é entre dois nomes, é entre dois rios e duas gerações. De um lado, a turma dos meus adversários, que há 30 anos se revezam no poder. Do outro estamos nós”, concluiu, usando o contraste visual entre Paes e Lula em preto e branco e sua própria imagem ao lado dos Bolsonaro em cores.
Em contrapartida, Eduardo Paes manteve o foco na gestão municipal e na situação atual do estado, sem citar Lula, Bolsonaro ou candidatos à Presidência. A propaganda abriu com uma montagem de reportagens sobre violência, investigações e crises, complementada por efeitos de inteligência artificial. Paes classificou o Rio de Janeiro como vivendo “o pior momento da sua história” e criticou a repetição de promessas não cumpridas em eleições anteriores.
A peça mudou de tom ao exibir projetos implantados na capital por Paes, especialmente nas áreas de educação, saúde e segurança. Ele também destacou viagens a 92 municípios fluminenses para mapear necessidades locais e reforçou compromissos de comandar a polícia “com autoridade”, combater o crime “com firmeza e planejamento” e investir em saúde, formação profissional, emprego, renda e transporte.
Anthony Garotinho (Republicanos) ficou de fora do horário eleitoral após decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que o proibiu de usar o tempo gratuito e acessar fundos públicos de campanha, como o Fundo Partidário e o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).






