Recém-nascida com cordão umbilical é resgatada em sacola de lixo em Piraquara

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Recém-nascida é achada em saco de lixo em Piraquara e segue estável na UTI Neonatal (Foto: Instagram)

Uma menina recém-nascida foi encontrada dentro de uma sacola de lixo em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, ainda com o cordão umbilical e a placenta. Resgatada às primeiras horas da manhã, ela foi encaminhada ao Hospital de Clínicas de Curitiba e permanece em estado estável na UTI Neonatal. A Polícia Civil do Paraná abriu investigação para apurar as circunstâncias do abandono e identificar possíveis responsabilidades.

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O caso veio à tona na madrugada de segunda-feira (24), no bairro Guarituba, após uma moradora ouvir um barulho estranho do lado de fora de casa. Inicialmente acreditando que pudesse ser um animal ferido, ela acabou descobrindo a criança enrolada em uma toalha preta dentro de um saco de lixo. Alarmada, pediu ajuda a um vizinho e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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No Hospital de Clínicas, os médicos constataram que a recém-nascida apresentava hipotermia grave e duas fraturas: uma na clavícula e outra no fêmur. Os profissionais acreditam que as lesões tenham ocorrido durante o parto, que aconteceu há poucas horas. A bebê, nascida a termo, pesava 2,770 quilos e chegou ao centro médico por volta das 4h, recebendo imediatamente aquecimento e atendimento especializado.

A vizinha que encontrou a criança, identificada como Kátia Andreia Beje, relatou dificuldade em reconhecer o choro abafado como o de um bebê. “Achei que era um gato machucado”, disse ela, que reside sozinha e possui diversos animais domésticos. Kátia destacou o susto ao se deparar com a cena e elogiou a rápida resposta das equipes de emergência.

As investigações apontam uma adolescente de 16 anos como mãe da menina. Em depoimento à polícia, a jovem afirmou ter sido vítima de abuso sexual e ter chegado a acreditar que o bebê estava morto ao nascer. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná acompanha o caso e deverá colher novos depoimentos para confirmar as informações prestadas.

O delegado João Paulo de Souza informou que aguarda os resultados dos exames periciais para definir o enquadramento jurídico da ocorrência. Dependendo dos laudos e dos relatos de testemunhas, a adolescente pode responder por ato infracional análogo a tentativa de infanticídio ou até mesmo por homicídio, caso seja comprovada a intenção de matar.