Hábitos de pessoas inteligentes: o que Bill Gates e Leonardo da Vinci faziam para estimular o cérebro

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Passar um tempo sozinho, longe das distrações e da pressão para ser produtivo o tempo todo, pode trazer benefícios surpreendentes para o cérebro. Segundo o neurocientista Joseph Jebelli, autor do livro O Cérebro em Repouso, momentos de tranquilidade e reflexão estão entre os hábitos associados a pessoas reconhecidas pela inteligência e criatividade, como Bill Gates e Leonardo da Vinci.

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A chamada solitude voluntária é diferente da solidão indesejada. Quando a pessoa escolhe ficar sozinha por algum tempo, essa pausa pode favorecer o autoconhecimento, a inteligência emocional e a criatividade. Atividades como escrever, tocar um instrumento, pintar ou cuidar de plantas também podem estimular a chamada rede neural padrão, relacionada a processos como reflexão, memória e criação de novas ideias.

Bill Gates, por exemplo, ficou conhecido por reservar períodos de isolamento para ler, pensar e desenvolver projetos. Desde a década de 1990, ele realiza suas chamadas “semanas de reflexão”, nas quais se afasta da rotina para se concentrar em ideias. Uma dessas experiências ocorreu em 1995, período associado ao desenvolvimento do Internet Explorer. Leonardo da Vinci também costumava dedicar longos períodos à observação e à reflexão antes de realizar mudanças em seus trabalhos artísticos.

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Para incorporar esse hábito à rotina, Jebelli sugere começar com apenas dez minutos por dia em um lugar tranquilo, sem interrupções, dedicando o tempo a respirar e organizar os pensamentos. Caminhadas silenciosas, escrever um diário e praticar ioga são outras alternativas. O especialista também recomenda priorizar encontros sociais significativos, já que relações mantidas apenas por obrigação podem contribuir para o estresse. A proposta não é abandonar a convivência, mas encontrar equilíbrio entre estar com outras pessoas e reservar momentos para si.