O professor Jorge Campos, de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, adotou os irmãos Gabriel, Natã e Henrique depois de conhecê-los em um abrigo, há aproximadamente três anos. Antes da adoção, os três enfrentavam dificuldades de aprendizagem e apresentavam defasagem na leitura e na escrita. Com a nova rotina familiar, o acompanhamento nos estudos e o acolhimento, passaram a estar entre os melhores alunos das respectivas turmas, segundo o pai.
Jorge decidiu entrar sozinho no processo de adoção depois de passar quatro anos amadurecendo a ideia e se preparando emocionalmente em terapia. Criado por uma mãe solo, ele também desejava construir sozinho o projeto de ser pai.
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O que começou com a intenção de formar uma família ganhou uma dimensão diferente quando ele conheceu os três irmãos. Em vez de adotar apenas uma criança, Jorge decidiu seguir com o processo para que Gabriel, Natã e Henrique pudessem permanecer juntos.
Antes de os meninos passarem a morar definitivamente com ele, o professor fez visitas durante meses ao abrigo. O período serviu para que os quatro construíssem gradualmente o vínculo. Desde os primeiros encontros, segundo Jorge, os irmãos já o tratavam como pai.
Com a chegada dos filhos, a rotina passou a envolver tarefas de casa, alimentação, consultas, escola e outros compromissos. Jorge também precisou lidar com dificuldades relacionadas à documentação das crianças, já que era questionado sobre a ausência da mãe.
No Brasil, pessoas maiores de 18 anos podem se habilitar para adoção independentemente do estado civil, desde que atendam às exigências previstas no processo e haja uma diferença mínima de 16 anos entre adotante e adotado.
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A transformação também foi percebida no ambiente escolar. Quando os irmãos chegaram à nova fase da vida, apresentavam dificuldades na leitura e na escrita. O pai passou a acompanhar de perto os estudos, com atenção e uma rotina voltada para o aprendizado.
O resultado, segundo Jorge, apareceu no desempenho dos três. “Hoje eles são os melhores da turma! Não porque eu sou professor, mas porque teve acolhimento, carinho e muita escuta”, contou ao Só Notícia Boa.
A trajetória da família também é compartilhada por Jorge nas redes sociais. No perfil do Instagram, ele se apresenta como “Pai orgulhoso de 3 meninos incríveis” e publica registros da convivência com Gabriel, Natã e Henrique, incluindo momentos da rotina e passeios.














