Mulher ignorou dores por achar que eram da idade até ter uma descoberta devastadora

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Kimberley Anderson, de 39 anos, já havia tratado um câncer de mama quando voltou a apresentar dores, cansaço, náuseas e perda de peso em 2023. Meses depois, exames revelaram tumores em diferentes partes do corpo e, posteriormente, no cérebro.

A mulher havia recebido o diagnóstico de câncer de mama em estágio 3 em outubro de 2019, depois de encontrar um caroço na mama esquerda durante o banho. Na época, passou por quimioterapia, radioterapia e uma mastectomia com reconstrução.

No início de 2021, ela recebeu a informação de que não havia mais sinais da doença. Cerca de dois anos depois, porém, novos sintomas começaram a aparecer. “Eu fui informada no início de 2021 de que estava livre do câncer, depois disso, meio que esqueci do câncer e o deixei no fundo da minha mente”, contou.

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Em 2023, Kimberley passou a sentir cansaço intenso, náuseas, perda significativa de peso e dores musculares nos ombros e nas costas. Mesmo mantendo uma rotina considerada saudável e frequentando a academia, os sintomas continuaram, mas ela os associou à idade. “Eu pensei que estava apenas envelhecendo, ou que meu colchão estava machucando minhas costas”, relatou. O colchão era antigo e, diante do desconforto, ela chegou a comprar um novo.

A situação mudou em agosto, quando a dor no pescoço se intensificou e começou a afetar sua respiração e deglutição. Kimberley procurou o pronto-socorro e passou por uma tomografia.

O exame identificou um tumor de aproximadamente cinco centímetros no pescoço, além de outras massas no corpo. “Eles fizeram uma tomografia e eu tinha um … tumor no pescoço, uma massa na parede do peito, uma massa nos ovários, uma massa na glândula adrenal e nas minhas costelas”, disse.

O diagnóstico foi de câncer de mama metastático em estágio 4. A notícia fez com que ela revivesse o diagnóstico que acreditava ter deixado para trás. “Eu comecei a chorar e gritar para meu parceiro entrar porque eu realmente não sabia o que fazer ou dizer. Foi um choque absoluto porque eu realmente tinha deixado isso [o câncer] para trás. Eu pensei que aquele capítulo da minha vida estava encerrado e não queria pensar nisso novamente”, lembrou.

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No mês seguinte, Kimberley iniciou cinco sessões de radioterapia direcionadas ao tumor no pescoço e, depois, passou por 12 sessões de quimioterapia. Em julho de 2024, recebeu outra notícia: a doença havia chegado ao cérebro. Ela passou por uma cirurgia em setembro daquele ano para retirar o tumor cerebral e, atualmente, utiliza diariamente um medicamento de quimioterapia oral. “O câncer ainda está presente, mas está completamente estável, não houve crescimento por mais de um ano”, explicou.

Kimberley afirma que pretende continuar com o tratamento enquanto ele permanecer funcionando. “Quando este parar de funcionar, vou passar para um diferente e acho que esse será meu último tratamento, acho que essa é minha última opção”, disse.

Ela também afirma que evita se concentrar nas estatísticas relacionadas à expectativa de vida. “As estatísticas antes de o câncer chegar ao meu cérebro eram de que meu prognóstico era de algo entre 10 e 20 anos, mas, quando chega ao cérebro, as estatísticas dizem que cai para entre três e cinco anos”, contou. “Eu não acredito nessas estatísticas, não presto atenção nisso. Só porque são três anos nas estatísticas, não significa que sejam três anos para mim. Eu não sou apenas uma estatística, sou mais forte do que uma estatística”, continuou.

A experiência também fez Kimberley reforçar a importância de que mulheres observem mudanças no próprio corpo e procurem atendimento médico quando perceberem algo diferente. “Eu defendo que as mulheres devem verificar seus seios, não importa a idade, mesmo que você esteja na casa dos 20 anos. “Nós conhecemos nossos corpos melhor do que qualquer outra pessoa, inclusive o médico, então não deixe que um médico [ignore você]. Se defenda, ultrapasse a barreira da atenção primária, faça o que precisar para ser atendida por especialistas adequados”, afirmou.