Linha férrea conhecida como ‘Trem da Morte’ volta a operar após seis anos

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Trem da Morte retoma os trilhos após seis anos e promete experiência única pela Chiquitania (Foto: Instagram)

O histórico “Trem da Morte” voltou a circular na Bolívia depois de ficar seis anos paralisado. A ferrovia, que liga a fronteira brasileira à capital Santa Cruz de la Sierra, percorre 618 quilômetros e agora conta com composições reformadas, poltronas reclináveis, ar-condicionado e televisão a bordo. O bilhete custa em média R$ 160, e as partidas são semanais a partir de Puerto Quijarro.

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Desde 2017, a rota estava fora de operação, mas o regresso voltou a atrair especialmente brasileiros em busca de uma experiência singular de viagem pelo interior boliviano. A retomada reacende a curiosidade em relação a um trajeto que ganhou fama por seu nome sombrio e pela importância na conexão entre os dois países.

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Gerenciado pela Ferroviaria Oriental, o trem realiza o percurso em até 20 horas, dependendo do estado das vias e da operação. A viagem inclui paradas em El Carmen, Roboré e San José antes de seguir até Santa Cruz de la Sierra, permitindo aos passageiros conhecer diferentes cenários da região da Chiquitania.

O apelido “Trem da Morte” surgiu devido a incidentes graves e descarrilamentos ocorridos décadas atrás, além do uso esporádico do vagão para transportar pacientes durante epidemias, como a febre amarela. No entanto, as condições atuais diferem bastante da época em que a linha entrou para a história pelos riscos à segurança.

As partidas de Puerto Quijarro estão programadas para os domingos às 13h, no sentido de fronteira para Santa Cruz, e as viagens de volta recebem os passageiros nos mesmos horários às sextas-feiras. Os bilhetes podem ser adquiridos pela internet ou diretamente na estação ferroviária, facilitando o acesso tanto de turistas quanto de moradores locais.

O trajeto, que cruza a Chiquitania — região famosa pelas paisagens naturais e sítios históricos —, costuma atrair mochileiros e entusiastas de roteiros alternativos. A reativação do serviço reforça o potencial turístico e cultural de uma rota que, durante anos, ficou marcada principalmente pelo seu apelido impactante.

Os viajantes devem lembrar que o embarque ocorre em território boliviano, o que exige passar pelo controle de imigração em Corumbá e Puerto Quijarro. Ao cumprir as formalidades, brasileiros e estrangeiros podem aproveitar uma das mais tradicionais viagens ferroviárias da América do Sul.