
Ministro iraniano Seyyed Abbas Araghchi durante pronunciamento em Teerã (Foto: Instagram)
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyyed Abbas Araghchi, enfatizou a responsabilidade legal e moral das Nações Unidas ao classificar de “terrorismo econômico” as medidas impostas pelos Estados Unidos. Em carta endereçada ao secretário-geral da ONU, António Guterres, Araghchi pediu que a organização e todos os governos condenem a “ação ilegal e criminosa” promovida pela administração de Donald Trump.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
Nesta semana, autoridades americanas anunciaram sanções severas contra o regime persa e exigiram que todas as nações “escolhessem lados” na guerra do Oriente Médio, cortando laços com Teerã. Sob ameaça de desligamento do sistema financeiro internacional baseado no dólar, países foram pressionados a romper relações comerciais e políticas com o Irã.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
Araghchi instou Guterres, o Conselho de Segurança da ONU e os 193 Estados-membros a se manifestarem contra a “política de intimidação e terrorismo” dos EUA, que, segundo ele, desrespeita o multilateralismo e mina os processos diplomáticos.
O chanceler acusou que, após fracassarem em alcançar seus objetivos em duas guerras contra o Irã em 2025 e 2026 e em mobilizar outros países para o conflito, os Estados Unidos decidiram forçar Estados soberanos a abandonarem sua decisão ponderada de não participarem de atos de agressão, aplicando pressão e coerção.
Araghchi ressaltou que tais ações violam o princípio da igualdade soberana consagrado no Artigo 2º, parágrafo 1º, da Carta da ONU, e o direito de cada nação de definir livremente suas políticas sem interferência externa. Ele sublinhou que o silêncio da ONU diante dessa intimidação pode normalizar ainda mais violações à Carta e aos fundamentos do direito internacional.
O chanceler mencionou pontos das sanções que preveem punições a indivíduos e entidades “independentemente da sua localização”, sob ameaça de exclusão do sistema financeiro, ultrapassando os limites da jurisdição dos EUA. Ele alertou que esse tipo de medida pode resultar em punição coletiva a civis, privando-os de acesso a alimentos, medicamentos, equipamentos médicos e energia, em afronta a decisões do Tribunal Penal Internacional.





