O britânico Dan Black, que ficou paralisado do tórax para baixo após um acidente de bicicleta em 2009, decidiu doar cerca de R$ 138 mil que havia arrecadado para o próprio tratamento a Brecon Vaughan, uma criança com paralisia cerebral. O menino precisava de aproximadamente R$ 380 mil para realizar uma cirurgia nos Estados Unidos e, após o procedimento, conseguiu deixar o andador e passar a caminhar sozinho.
Brecon tinha 5 anos na época e havia sido diagnosticado com paralisia cerebral do tipo diplegia espástica. A condição fazia com que dependesse de um andador ou de uma cadeira de rodas para se locomover.
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A família buscava recursos para custear a cirurgia depois de não conseguir acesso ao tratamento pelo sistema público de saúde. Foi durante essa mobilização que a história do menino chegou até Dan.
O britânico também arrecadava dinheiro naquele período. Após o acidente de bicicleta que o deixou paralisado, ele buscava recursos para realizar um tratamento experimental. Ao conhecer a situação de Brecon, porém, decidiu destinar ao menino todo o valor que havia conseguido reunir. “Eu tive 22 anos andando antes do meu acidente, enquanto o Brecon nunca soube como era nem por 22 segundos”, afirmou.
Ao explicar a decisão, Dan disse não considerar a entrega do dinheiro um grande sacrifício: “Para mim não foi uma grande coisa dar o dinheiro a ele. Se mais pessoas fizessem esse tipo de coisa, o mundo seria muito melhor”.
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Com a doação, a família de Brecon conseguiu alcançar rapidamente o valor necessário para a cirurgia nos Estados Unidos. Depois do procedimento e do período de recuperação, o menino apresentou avanços e deixou de depender do andador para caminhar. “É incrível o quanto ele evoluiu. Estou imensamente orgulhosa e não consigo agradecer o suficiente ao Dan”, disse Ann, mãe de Brecon.
Dan também acompanhou o resultado da decisão que havia tomado. “Ouvir que o Brecon finalmente estava andando foi maravilhoso. Fez valer a pena ter doado o dinheiro”, declarou.
Ao falar sobre o que o levou a abrir mão dos recursos destinados ao próprio tratamento, ele resumiu: “Eu queria ajudar alguém cuja vida poderia melhorar”.














