
Tenente Ronickson Pimentel dos Santos em uniforme da ROTA antes do atentado (Foto: Instagram)
A família do tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos teve sua rotina profundamente alterada depois que o policial foi atingido por um tiro na cabeça durante um atentado em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Desde então, a esposa de Ronickson, Cíntia Pimentel, tem dividido seu tempo entre o hospital, o cuidado dos filhos e as despesas domésticas que se acumularam com a internação prolongada.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
O oficial, de 39 anos, foi baleado em 27 de junho enquanto aguardava em um semáforo na Avenida Goiás. Ele havia acabado de sair de uma academia e seguia à paisana quando foi surpreendido por criminosos que, segundo a investigação, monitoraram seus passos antes de disparar.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
Nas redes sociais, Cíntia revelou que precisou interromper sua carreira como produtora de conteúdo para se dedicar integralmente ao marido e aos filhos. Com a ausência da renda de Ronickson, cerca de dois meses de contas se acumularam, gerando juros crescentes. Ela tem buscado negociar dívidas, solicitar isenção de encargos e quitar o que for possível à vista.
Além das pendências financeiras, a esposa enfrentou demora para obter a curatela dos bens de Ronickson — concedida apenas após quase dois meses — e ainda depende de autorização judicial para vender eventuais ativos que possam auxiliar nas despesas.
O impacto emocional também é constante. Cíntia passou a celebrar cada pequena conquista, como estabilidade da pressão arterial, noites sem febre ou resultados de exames sem complicações. Em julho, ela comemorou a suspensão dos sedativos e o desempenho lento, mas progressivo, do tenente ao responder a estímulos.
Para arcar com os custos do tratamento e o sustento da casa até a alta médica, Cíntia lançou uma vaquinha online. A campanha, divulgada nas redes sociais, já conta com contribuições de colegas da Polícia Militar, amigos e conhecidos. “A ajuda não é um favor, é uma necessidade, e sou imensamente grata a todos que colaboram”, afirma a esposa.
Enquanto isso, a apuração do atentado indica que se tratou de ação planejada. Três suspeitos já foram presos nos primeiros dias e, atualmente, Hércules da Costa Siqueira — apelidado de “Golias” ou “Peruca” — é apontado como autor dos disparos. Ele teve prisão temporária decretada, está foragido e é procurado com recompensa de R$ 50 mil pelo governo de São Paulo. Em 6 de julho, foi incluído na lista vermelha da Interpol.





