Criminosos matam idosa e usam cartão dela para adquirir machadinha e pá para ocultar o corpo

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Foto da idosa de 70 anos vítima de latrocínio em Jaíba (MG) (Foto: Instagram)

A Polícia Civil de Minas Gerais, com apoio da Inteligência da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e da Caixa Econômica Federal, prendeu três homens suspeitos de latrocínio e ocultação de cadáver. A vítima, Ramona Irene, de 70 anos, havia desaparecido após viajar de Presidente Prudente (SP) ao norte de Minas Gerais para encontrar um companheiro. As autoridades iniciaram as investigações quando familiares comunicaram o sumiço da idosa e perceberam movimentações inexplicáveis em sua conta bancária.

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Os três suspeitos foram localizados na cidade de Jaíba, onde teriam assassinado Ramona durante o trajeto de volta de um encontro amoroso. Segundo apuração policial, o grupo levou a idosa para um local afastado, onde praticou o crime. Após o assassinato, os envolvidos tentaram carbonizar o corpo antes de enterrá-lo em uma cova rasa, tentando apagar vestígios.

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Um dos detidos confessou que Ramona foi estrangulada e sofreu um golpe na nuca com uma machadinha. Em seguida, o grupo utilizou combustível para queimar parte do corpo e, sem sucesso total na carbonização, cavou uma trincheira rasa para ocultar o cadáver. A confissão fez parte do interrogatório após a prisão preventiva dos três suspeitos.

O desfecho do caso só foi possível graças ao monitoramento de transações bancárias da vítima. A Polícia Civil de Minas Gerais solicitou auxílio à PCDF, que acionou a área de inteligência da Caixa Econômica Federal e a 35ª DP de Sobradinho II para rastrear o uso do cartão de Ramona. As apurações mostraram que os suspeitos vinham usando os recursos para compras diversas, o que indicou a localização de possíveis autores.

Com base nos registros de estabelecimentos comerciais, os investigadores identificaram a compra da própria machadinha e da pá empregada na ocultação do corpo. A partir desses dados, os três homens foram capturados e encaminhados à delegacia de Jaíba, onde permanecem à disposição da Justiça. O inquérito segue em fase de conclusão, com interrogatório das testemunhas e análises periciais finais.