Petróleo cai após novas sanções dos EUA ao Irã e tráfego reduzido no Estreito de Ormuz

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Bomba de petróleo opera em campo árido enquanto preços recuam (Foto: Instagram)

Nesta segunda-feira, 24 de setembro, os contratos futuros de petróleo encerraram em queda, interrompendo uma sequência de seis sessões de alta. O recuo acontece em meio a uma correção dos ganhos recentes, com as atenções divididas entre as novas sanções dos Estados Unidos contra o Irã e o tráfego reduzido no Estreito de Ormuz.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI com vencimento em outubro recuou 2,35%, ou US$ 2,05, fechando a US$ 85,01 por barril.
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O petróleo Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), registrou baixa de 2,3%, o equivalente a US$ 2,13, negociando-se a US$ 90,54 por barril. No mesmo dia, os EUA anunciaram sanções contra cerca de 50 empresas e 30 indivíduos ligados ao regime iraniano. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, advertiu que países com laços econômicos com Teerã podem ser excluídos do sistema financeiro baseado no dólar, durante o lançamento da operação “Economic Outcast”.
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Em resposta, o Irã afirmou que qualquer apoio internacional às novas medidas norte-americanas será considerado um “ato de guerra” e que a pressão econômica de Washington está fadada ao fracasso. Mohsen Rezaei, chefe de Segurança iraniano, indicou ainda que Teerã poderá revisitar sua postura de longa data contra armas nucleares, alegando que os recentes ataques dos EUA reforçam a necessidade de dissuasão por meio de uma bomba atômica.

A insegurança nas rotas marítimas do Golfo Pérsico também persiste. A Arábia Saudita confirmou, no final de semana, que um navio foi atacado pelos Houthis do Iêmen, grupo alinhado ao Irã, no Mar Vermelho. Segundo dados da Kpler, menos de 20 embarcações de commodities passaram pelo Estreito de Ormuz durante o período, evidenciando o impacto das tensões regionais no transporte de energia.

Apesar do alcance abrangente das sanções, a maior parte do mercado aguarda o desdobrar dos acontecimentos sobre as exportações de petróleo iraniano. David Oxley, analista da Capital Economics, avalia que, na prática, o novo pacote terá “impacto direto limitado” nos fluxos de energia do Irã no curto prazo, pois grande parte do seu petróleo segue para a China, país que historicamente não reconhece as sanções dos EUA.