Doença rara fez mulher perder o nariz; veja como ela vive hoje

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Jayne Hardman teve o nariz afetado por uma vasculite, doença rara que levou ao colapso do órgão e exigiu uma cirurgia para removê-lo. Anos depois, ela passou a utilizar diferentes próteses nasais presas por ímãs e afirma que hoje consegue levar uma vida normal.

Os primeiros sinais apareceram em 2012, quando sua cadela mastiff pulou e bateu acidentalmente em seu rosto. Depois do episódio, Hardman percebeu alterações no nariz e começou a apresentar sangramentos frequentes. “Depois disso, meu nariz ficou estranho e meio que inchou um pouco e tive muitos sangramentos nasais”, contou ao programa This Morning.

O episódio também levou à descoberta da vasculite que afetava seu nariz. A doença ocorre quando o sistema imunológico ataca os vasos sanguíneos e pode provocar danos aos tecidos. Hardman afirmou que acredita que o acidente com a cadela ajudou a identificar o problema. “Se você não for tratado, estará morto em um ano. Então acho que ela meio que me alertou que havia algo acontecendo com meu nariz e ela salvou minha vida”, disse.

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Nos anos seguintes, Hardman passou por tratamentos. Em 2017, porém, o nariz havia colapsado e precisou ser retirado pelos médicos. “Eles retiraram meu nariz, que havia afundado direto no meu rosto”, relatou.

Depois da cirurgia, ela permaneceu cerca de 18 meses a dois anos sem uma prótese. Nesse período, contou que tinha dificuldade para sair de casa por causa dos olhares e das perguntas que recebia. “Eu andei assim por cerca de 18 meses, dois anos. Sair de casa era incrivelmente difícil porque toda vez que você saía, as pessoas ficavam olhando para você. As pessoas faziam perguntas extremamente invasivas, perguntas muito rudes”, afirmou.

Seis semanas após a cirurgia, Hardman recebeu uma prótese nasal. O dispositivo é fixado por meio de ímãs colocados nas bordas da região operada. “Eu pareço normal novamente”, disse.

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Atualmente, ela mantém uma coleção de próteses, guardadas em uma caixa de madeira de chá Twinings. Entre os modelos, há um com tonalidade rosada, chamado por ela de “nariz de bêbada”, e outro usado quando sua pele fica mais bronzeada durante o verão. “Tenho um nariz de bêbada que uso. Quando tomo algumas taças de vinho, simplesmente coloco meu nariz de bêbada”, contou.

Hardman está em remissão e realiza quimioterapia a cada seis meses para controlar a doença. Ao falar sobre o período vivido, ela afirmou que a experiência mudou sua percepção sobre a própria capacidade de enfrentar dificuldades. “Que consigo lidar com qualquer coisa, que sou incrivelmente forte, que sou uma pessoa realmente feliz e positiva”, declarou.

Para pessoas que também vivem com diferenças faciais, Hardman deixou uma mensagem: “Eu diria que há luz no fim do túnel”. “Agora eu simplesmente sigo em frente e tenho uma vida maravilhosa”, acrescentou.