Aquela sensação de músculo cheio e inchado depois de uma série pesada pode não ser o sinal definitivo de crescimento muscular que muita gente imagina. O chamado “pump”, bastante valorizado nas academias, acontece principalmente por alterações temporárias no fluxo sanguíneo e no volume de líquidos dentro do músculo durante o exercício.
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O fenômeno pode até acompanhar um bom treino, mas isso não significa que quanto maior o pump, maior será o ganho de massa muscular. A resposta imediata do músculo ao exercício e a adaptação que acontece ao longo de semanas ou meses são processos diferentes. Por isso, usar exclusivamente a sensação de inchaço para avaliar a qualidade de um treino pode levar a conclusões equivocadas.
A ciência também aponta que fatores como tensão mecânica, esforço adequado, volume de treinamento, recuperação e alimentação têm papel muito mais relevante na hipertrofia. Um exercício que provoca pouco pump não necessariamente é menos eficiente para estimular o crescimento muscular.
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Isso não significa que o pump seja inútil ou que a sensação não tenha relação alguma com o treinamento. Ele apenas não deve ser tratado como um “termômetro” perfeito da hipertrofia. Para quem busca mais músculos, consistência, progressão nos treinos e recuperação continuam sendo muito mais importantes do que terminar cada sessão com o músculo extremamente inchado.















