
Meloni propõe redução de estudantes estrangeiros e proibição do niqab nas escolas (Foto: Instagram)
Em discurso no último domingo (20) durante um evento em Roma, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, revelou que em breve apresentará ao conselho de ministros uma proposta para reduzir o número de estudantes estrangeiros matriculados nas salas de aula e proibir o uso de burca e niqab no ambiente escolar. Segundo ela, a iniciativa busca controlar o ingresso de crianças e jovens vindos de outras nações, além de reforçar regras de vestimenta que, na visão do governo, contribuem para a segurança e a identidade cultural do país.
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A líder italiana informou à ala jovem de seu partido, o Fratelli d’Italia, no festival nacional Gioventù Nazionale, que a proposta também vai tornar obrigatórias aulas de língua italiana para os pais de estudantes estrangeiros que têm enfrentado “sérias dificuldades de integração no sistema escolar”. De acordo com Meloni, essas lições são essenciais para que as famílias acompanhem o desempenho dos filhos e entendam as normas das instituições de ensino.
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“Para nós, qualquer pessoa que venha para a Itália e queira construir seu futuro aqui deve aprender nossa língua, compreender nossa cultura e respeitar nossas regras”, afirmou a primeira-ministra, sendo ovacionada pelos participantes do evento. Ela destacou que essa postura é a única forma “séria” de acolher imigrantes, garantindo que se tornem membros ativos e comprometidos com a sociedade italiana.
No discurso, Meloni direcionou atenção especial à proibição de vestimentas que cubram integralmente o rosto, como burca e niqab, com o argumento de que esses itens impedem a comunicação plena entre alunos, professores e funcionários, além de representar um obstáculo ao princípio da igualdade de gênero e aos valores laicos do Estado.
Uma vez aprovada pela reunião de ministros, a proposta deverá ser submetida ao Parlamento em até 60 dias para votação. Se o texto receber aval dos deputados e senadores, passará a integrar as leis nacionais e entrará em vigor imediatamente, alterando a legislação educacional vigente e fazendo parte das políticas de imigração e controle de fronteiras adotadas pelo governo Meloni.






