
Rolos de aço aguardam manuseio em usina siderúrgica (Foto: Instagram)
Em agosto de 2026, as vendas internas de aço no Brasil somaram 1,9 milhão de toneladas, registrando alta de 1,8% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo dados do Instituto Aço Brasil. Esse desempenho sinaliza uma leve recuperação do setor, ainda que a produção de aço bruto e as importações acumuladas do ano tenham demonstrado recuos. O resultado reflete um cenário misto, com consumo em ascensão, mas desafios na cadeia produtiva e no mercado externo.
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Na comparação anual, o consumo aparente de produtos siderúrgicos ficou em 2,2 milhões de toneladas, o que representa alta de 2,3% frente a agosto de 2025. Esse avanço reflete maior demanda de setores como construção civil e indústria automotiva, estimulando movimentação nos pátios das usinas. Apesar disso, pressões inflacionárias e gargalos logísticos ainda desafiam a sustentação do consumo ao longo dos próximos meses.
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Segundo o Instituto Aço Brasil, a produção de aço bruto em agosto foi de 2,7 milhões de toneladas, queda de 6,2% ante agosto de 2025. Já a fabricação de produtos laminados alcançou 2 milhões de toneladas, 1,1% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. Por outro lado, a produção de semiacabados para venda totalizou 587 mil toneladas, retração de 11,2% na comparação anual.
As importações de aço em agosto somaram 395 mil toneladas, redução de 19,5% em volume, e movimentaram US$ 454 milhões, alta de 8,4% sobre agosto de 2025. No mesmo mês, as exportações bateram 959 mil toneladas, incremento de 13%, e faturaram US$ 707 milhões, valor 23,6% superior ao apurado um ano antes. O desempenho externo sinaliza maior lucratividade, apesar da menor quantidade embarcada.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, as vendas internas de aço alcançaram 14,2 milhões de toneladas, leve avanço de 0,3% em relação ao mesmo período de 2025. Já o consumo aparente de produtos siderúrgicos chegou a 17,4 milhões de toneladas, representando queda de 4,2% no comparativo anual. O resultado semestral foi influenciado pela estabilidade na construção civil e pela oscilação da demanda no setor automotivo.
Ainda de janeiro a agosto, a produção de aço bruto totalizou 21,8 milhões de toneladas, redução de 1,8%. As importações recuaram 20,2% em volume, atingindo 3,7 milhões de toneladas, e caíram 12,7% em valor, somando US$ 3,6 bilhões. Por sua vez, as exportações registraram 7,3 milhões de toneladas, alta de 3,7%, mas faturamento ligeiramente menor, com US$ 4,9 bilhões, queda de 0,5%.






