
Suspeito de tortura infantil é preso após seis anos foragido no Piauí (Foto: Instagram)
Um homem de 28 anos foi preso em Paulistana, no Sul do Piauí, após permanecer foragido por seis anos em decorrência de suspeitas de tortura. Ele é acusado de infligir graves maus-tratos ao próprio filho, que tinha apenas dois meses na época do crime, ocorrido em 2020. As lesões da criança, constatadas por equipes médicas, demandaram internação imediata em um hospital de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, região onde o caso veio à tona e provocou consternação na comunidade local.
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Identificado apenas pelas iniciais M.A.M.J., o homem foi capturado no último sábado (15) pela Polícia Civil do Piauí durante uma operação em Paulistana. As investigações apontam que ele conseguiu escapar das autoridades por todo esse período, mudando-se periodicamente para evitar ser localizado. No momento da prisão, os agentes encontraram documentos que vinculavam o suspeito ao inquérito aberto em Itaquaquecetuba e confirmaram sua participação no episódio de violência contra o filho recém-nascido.
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O crime investigado remonta a 2020, quando a criança sofreu ferimentos graves em Itaquaquecetuba, município do interior paulista. Na ocasião, a Polícia Civil local conduziu interrogatórios com o pai, que tinha 22 anos na época, a mãe do bebê, de 15 anos, e a avó materna, de 46 anos, a fim de apurar as circunstâncias do ocorrido. Laudos periciais indicaram sinais de tortura física no bebê, que apresentava hematomas e fraturas, o que motivou a instauração imediata do inquérito policial.
Segundo o documento judicial, o mandado de prisão por tortura foi expedido pela 1ª Vara Criminal de Itaquaquecetuba, reconhecendo a gravidade dos atos praticados contra o menor. A ação é enquadrada como violência doméstica e tortura, crimes com pena prevista que podem alcançar vários anos de reclusão. Antes de cumprir o mandado, a investigação já havia requisitado exames médicos e psicológicos para avaliar as sequelas na saúde física e mental da criança.
Após ser localizado e detido em Paulistana, o suspeito foi encaminhado à 12ª Delegacia de Polícia Civil para realização dos procedimentos de praxe, incluindo o registro da prisão e a formalização da representação criminal. Em seguida, o caso será remetido ao Judiciário de Itaquaquecetuba, onde a defesa terá direito a apresentar argumentos e provas em juízo. A Polícia Civil segue acompanhando as apurações, enquanto órgãos de assistência social e de saúde se mobilizam para dar suporte à criança e à mãe vítima.






