
Donald Trump e o presidente sírio Ahmed Al-Sharaa apertam as mãos em Ancara durante a cúpula da Otan. (Foto: Instagram)
Os EUA anunciaram nesta segunda-feira (24) a retirada da Síria da lista de nações que apoiam o terrorismo internacional, decisão que há muito limitava investimentos e isolava diplomaticamente o país. A medida encerra uma classificação vigente desde 1979 e abre caminho para novos aportes de capital e engajamento em reconstrução nacional.
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O processo para essa alteração teve início em julho, quando o governo americano comunicou ao Congresso sua intenção de revisar a designação, dando aos parlamentares 45 dias para avaliar a proposta. Além disso, o Departamento de Estado revogou a classificação da Frente al-Nusra como organização terrorista global especialmente designada, enquanto o Departamento do Tesouro aliviou restrições financeiras e sanções direcionadas ao grupo.
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“O passo adotado hoje incentivará novos investimentos na Síria, contribuindo para a estabilidade política e o desenvolvimento econômico”, declarou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em comunicado oficial. Ele ressaltou que a remoção de entraves financeiros facilitará parcerias multilaterais e o fluxo de ajuda internacional voltada à reconstrução de infraestrutura crítica.
A Síria figurava como patrocinadora do terrorismo desde 1979, a mais longa permanência na lista entre todas as nações, durante os governos de Hafez Al-Assad e de seu filho Bashar Al-Assad. Em 2024, após 13 anos de conflito civil, o regime familiar foi derrubado, encerrando uma das guerras mais duradouras do Oriente Médio.
Desde dezembro de 2024, o país é liderado por Ahmed Al-Sharaa, presidente que já integrou grupos islâmicos com ligações à Al-Qaeda. Após a vitória na guerra civil, Al-Sharaa tem buscado demonstrar um perfil conciliador, pregando uma Síria mais inclusiva e atraindo apoio de nações ocidentais e da Turquia para sua agenda de pacificação.
Em julho deste ano, durante a cúpula da Otan na Turquia, Donald Trump se reuniu bilateralmente com Al-Sharaa e, em seguida, declarou seu apoio público à retirada da Síria da lista de Estados patrocinadores do terrorismo. “Ele fez um trabalho realmente fantástico como presidente, unificou o país em pouco tempo e merece respeito internacional”, elogiou Trump ao justificar sua intenção de promover a mudança.






