
Sede do Banco Central do Brasil ao entardecer. (Foto: Instagram)
O boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central que consolida estimativas de instituições financeiras, apresentou queda na mediana das projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, de 1,88% para 1,86%. Quando consideradas apenas as 39 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, o indicador se manteve estável em 1,85%.
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Em comparação com o levantamento de um mês atrás, que apontava 1,92% de expansão para 2026, nota-se um ajuste de 0,06 ponto percentual no cenário. Na mesma base de 39 instituições que divulgaram projeções recentes, a estimativa intermediária para esse ano permanece em 1,36%, refletindo cautela diante dos indicadores macroeconômicos mais recentes.
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A projeção de 1,86% para 2026 está em sintonia com o cenário oficial apresentado pelo Banco Central no Relatório de Política Monetária (RPM) do terceiro trimestre, que indicou expectativa de alta de 1,8%. O documento do BC analisa dados de inflação, atividade econômica e balanço de riscos externos para orientar as decisões de política monetária.
No horizonte de médio prazo, as perspectivas também sofreram ajustes modestos. Para 2027, a mediana das estimativas caiu de 1,43% para 1,41% na pesquisa geral. Ao considerar apenas as 39 instituições mais rápidas na atualização de suas projeções, o crescimento esperado ficou estável em 1,36%, sugerindo pouca variação nas apostas de curto prazo.
As projeções para 2028 apontaram desaceleração, com a mediana recuando de 1,87% para 1,83%, contra 1,98% registradas há um mês. Já para 2029, as expectativas permaneceram em 2,00% pela 80ª semana consecutiva, sinalizando estabilidade nas projeções de longo prazo para o ritmo de expansão da economia brasileira.






