Policial da PMDF morre afogado em treinamento no ponto turístico do Lago Paranoá

Posted by


Soldado Lucas Duran da Silva durante treinamento de mergulho no Lago Paranoá, próximo à Ponte JK, em Brasília. (Foto: Instagram)

Na segunda-feira (21), o soldado Lucas Duran da Silva, de 28 anos, sofreu um mal súbito durante um treinamento de mergulho no Lago Paranoá, nas proximidades da Ponte JK, em Brasília. O policial estava submerso quando passou mal e foi rapidamente resgatado por um colega que o retirou da água. Após mais de 30 minutos de manobras de ressuscitação, a equipe médica e de resgate confirmou o óbito no próprio local. A Polícia Civil do Distrito Federal e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriram inquérito para apurar as causas do incidente e avaliar as condições do exercício dentro do ponto turístico.

++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas

O treinamento fazia parte da rotina do Batalhão de Polícia Militar Ambiental do Distrito Federal (BPMA), responsável por operações em ambientes aquáticos e de preservação ambiental. Apesar de ser uma atividade corriqueira para a corporação, a ocorrência mobilizou equipes de resgate, bombeiros e gerou questionamentos sobre protocolos de segurança adotados na atividade. O local, frequentado por turistas e moradores, ganhou destaque imediato em razão dos mergulhos periódicos realizados pelos militares.

++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina

De acordo com a PMDF, dois policiais participaram do exercício, ambos possuidores de certificação internacional e Curso de Operações Lacustres, habilitados para mergulhos de até 40 metros de profundidade. Após notar o desmaio de Lucas, seu parceiro de treinamento efetuou o resgate imediato e iniciou as manobras de reanimação dentro da água. A rápida ação evitou que o tempo submerso — estimado em cerca de três minutos — fosse ainda maior, mas não foi suficiente para reverter o quadro.

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal também foi acionado para reforçar o atendimento. Os profissionais deram prosseguimento ao protocolo de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) por mais de meia hora, empregando desfibriladores e ventilação manual, porém sem sucesso. Apesar do empenho das equipes de salvamento, o óbito foi declarado no próprio ponto de treino, sem possibilidade de traslado para unidade de saúde.

Não há conclusão sobre a causa exata da morte. A PMDF informou que avalia se Lucas teve um mal súbito por arritmia ou outra condição fisiológica. A Polícia Civil investiga a hipótese de barotrauma — lesão ocasionada pela diferença de pressão entre o ambiente externo e cavidades orgânicas. O MPDFT solicitou registros do planejamento da atividade, qualificação da equipe, equipamentos, protocolos de segurança e relatórios das condições no dia do treinamento.

Lucas havia ingressado na PMDF há pouco mais de um ano, após concluir o Curso de Formação de Praças XI, e integrava o BPMA devido à sua especialização em mergulhos. Em nota oficial, a Polícia Militar do Distrito Federal manifestou pesar pela perda e ofereceu apoio aos familiares do soldado. O Ministério Público estabeleceu prazo de dez dias para que todas as informações solicitadas sejam entregues, a fim de garantir transparência e elucidação completa dos fatos.