Petrobras recebe R$ 448 milhões de subvenção à gasolina

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Gotejamento de gasolina em bomba de combustível (Foto: Instagram)

A Petrobras informou nesta quarta-feira que recebeu R$ 448 milhões referentes à parcela do Programa de Subvenção Econômica à comercialização de gasolina. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal detalhou que o valor abrange as vendas de gasolina no período de 16 a 31 de julho de 2026.
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Com esse repasse, o montante acumulado pela Petrobras nos programas de subvenção ao óleo diesel, à gasolina e ao gás liquefeito de petróleo (GLP) chega hoje a R$ 9,9 bilhões. Segundo a empresa, esse total contempla as parcelas já pagas desde o início das medidas governamentais de alívio de preços, assegurando suporte financeiro aos custos de distribuição e comercialização de combustíveis.
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Além disso, o Conselho de Administração da estatal aprovou, em reunião realizada na última sexta-feira, a adesão ao benefício econômico destinado a produtores e importadores de óleo diesel e suas correntes, instituído pela Medida Provisória nº 1.391, de 11 de setembro de 2026. De acordo com a regulamentação aplicável, a subvenção será de R$ 1,00 por litro de óleo diesel “A” de uso rodoviário, válida por 30 dias e passível de prorrogação por igual período, a critério do governo.

A Petrobras ressaltou que a nova adesão não prejudica o direito ao recebimento de subvenções já devidas nem revoga a participação da companhia na subvenção autorizada pela MP nº 1.363/2026, que fixa R$ 1,12 por litro de óleo diesel “A”. Conforme a estatal, os benefícios previstos em ambos os programas são cumulativos, ampliando o apoio aos custos de distribuição do combustível.

A efetiva assinatura do termo de adesão à MP nº 1.391/2026 ficará condicionada à publicação e à análise do regulamento definitivo, cujo texto ainda será editado pelas autoridades competentes. A Petrobras afirma que aguarda os detalhes operacionais para garantir a correta aplicação financeira e contábil da subvenção econômica.

Por fim, a empresa reiterou seu compromisso com uma estratégia comercial orientada pela participação de mercado, pela otimização dos ativos de refino e pela busca de rentabilidade sustentável. A estatal destacou que, para preservar a flexibilidade necessária, mantém a prática de evitar o repasse imediato da volatilidade internacional e das variações cambiais aos preços internos, visando a geração de valor em longo prazo de forma responsável e transparente.