
Homem é detido por oferecer filho de 3 anos por R$ 10 na Praça Sete (Foto: Instagram)
Um homem de 41 anos foi detido na noite de sexta-feira (21) após tentar oferecer o próprio filho, de apenas 3 anos, por R$ 10 na Praça Sete, uma das áreas mais movimentadas do centro de Belo Horizonte. Testemunhas relatam que o suspeito abordou pedestres e propôs a troca da criança pelo valor em dinheiro, gerando revolta entre os presentes, que o impediram e o levaram até uma base móvel da Polícia Militar instalada próximo ao local.
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Ao ser questionado pelos agentes militares, o homem confirmou ser pai do menino e admitiu que pretendia usar o dinheiro para comprar drogas, segundo informou a corporação. Ainda de acordo com a Polícia Militar, a confissão surpreendeu quem acompanhava a ocorrência devido ao risco iminente à integridade física e emocional da criança.
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Em seguida, a Polícia Civil foi acionada e encaminhou o suspeito à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, onde ele foi autuado em flagrante pelo crime de prometer ou entregar filho a outra pessoa mediante pagamento ou recompensa, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente. Após o registro da ocorrência e oitiva de testemunhas, o homem permaneceu à disposição da Justiça.
Durante o atendimento policial, o pai declarou não possuir parentes residentes em Belo Horizonte, o que impediu a indicação de um responsável que pudesse receber o menino. Diante da falta de um tutor legal, o Conselho Tutelar foi acionado para tomar as providências necessárias e garantir os direitos da criança.
O menino foi resgatado pelos órgãos de proteção e encaminhado a um abrigo especializado, onde recebe atendimento e acompanhamento psicossocial. A instituição oferecerá suporte enquanto as autoridades avaliam as condições de vida do garoto e trabalham para assegurar sua segurança e bem-estar.
A Polícia Civil mantém as investigações em curso para apurar eventuais antecedentes criminais do suspeito, bem como as circunstâncias que o levaram a tentar a negociação. O caso corre em sigilo, e o homem aguarda audiência de custódia enquanto os órgãos competentes monitoram o desenrolar do processo.






