A norte-americana Oneal Ron Morris foi condenada a dez anos de prisão por homicídio culposo e exercício ilegal da medicina após a morte de Shatarka Nuby, que havia realizado procedimentos estéticos com ela nos Estados Unidos. Segundo a acusação, a vítima recebeu aplicações de substâncias inadequadas entre 2007 e 2011 e morreu no início de 2012, depois de enfrentar complicações de saúde relacionadas aos procedimentos.
As investigações apontaram que Shatarka passou por aproximadamente dez intervenções realizadas por Oneal. De acordo com a acusação, a mistura utilizada nas aplicações continha materiais como cimento, óleo mineral, cola e selante para pneus. A morte da paciente foi atribuída à insuficiência respiratória provocada pela migração de silicone pelo organismo.
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Antes de morrer, Shatarka enfrentou meses de problemas de saúde. Sua mãe, Sherri Pitts, relatou que a filha desconhecia as substâncias que haviam sido utilizadas nos procedimentos e criticou as circunstâncias em que ela recebeu as aplicações. “Minha filha morreu de forma desumana. Por 18 meses, ela sofreu sem saber o que estava sendo colocado dentro de seu corpo”, declarou ao jornal The Washington Post.
Durante a investigação, testemunhas também apresentaram informações sobre os procedimentos realizados por Oneal. Um amigo de Shatarka afirmou ter acompanhado a primeira aplicação, enquanto a filha mais nova da vítima presenciou outra intervenção. Segundo os relatos, a acusada utilizava uma maleta na qual transportava agulhas e outros materiais.
Oneal já havia chamado a atenção na internet por realizar procedimentos semelhantes no próprio corpo, que apresentava alterações visíveis decorrentes das intervenções. Durante o julgamento, no entanto, ela contestou as acusações e negou ter provocado danos intencionais às pacientes. “Eu estou sendo considerada culpada pela mídia e por outras fontes baseadas em mentiras”, declarou. Em sua defesa, também afirmou que “nunca injetaria em qualquer humano com uma substância desconhecida”.
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A defesa sustentou que as pessoas atendidas por Oneal sabiam que ela não possuía licença para exercer a medicina. O advogado William Lanphear argumentou que as pacientes também deveriam ser responsabilizadas pelas decisões tomadas antes dos procedimentos. “Todas as partes compartilham da responsabilidade e da culpa pelas suas próprias ações. Existia um compromisso dos riscos por parte das vítimas”, afirmou.
Apesar dos argumentos apresentados pela defesa, Oneal foi condenada a dez anos de prisão. A decisão, entretanto, não foi considerada suficiente pela família de Shatarka, que defendeu uma punição mais severa pela morte da jovem.














