
Lindsay Clancy durante sessão no tribunal em Massachusetts (Foto: Instagram)
Durante o julgamento em Massachusetts, nos Estados Unidos, dados extraídos do celular da médica Lindsay Clancy revelaram que, semanas antes de matar os três filhos, ela pesquisou na internet temas como alucinações, psicose e métodos de suicídio. Enquanto a defesa atribui as buscas a uma possível psicose pós-parto, a promotoria sustenta que tais investigações indicam planejamento prévio do crime.
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Segundo o que foi apresentado em tribunal, a profissional americana consultou termos relacionados a alucinações, psicose, métodos de suicídio e efeitos colaterais de medicamentos psiquiátricos entre o fim de dezembro de 2022 e janeiro de 2023, pouco antes do episódio que resultou na morte dos três filhos. As buscas, reveladas durante o processo em Massachusetts, podem esclarecer o estado mental da médica na época do crime.
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Lindsay Clancy é acusada de estrangular Callan, de 5 anos; Dawson, de 3; e a bebê Cora, de 8 meses, com faixas usadas em exercícios físicos. O pai das crianças, Patrick Clancy, encontrou os corpos no porão de sua casa em Duxbury e, em seguida, localizou a esposa caída no quintal, depois de ela ter se jogado de uma janela do segundo andar, fato que a deixou paraplégica.
A defesa apresentou a análise dos registros do celular para demonstrar que Lindsay sofria de transtorno bipolar e psicose pós-parto, condições diagnosticadas por um psiquiatra forense após o crime. Os advogados afirmam que ela acreditava ouvir vozes ordenando que matasse os filhos e tirasse a própria vida, o que comprometeria sua capacidade de compreender plenamente a realidade.
Já a promotoria defende que os assassinatos foram premeditados: no dia 24 de janeiro de 2023, segundo os promotores, Lindsay enviou o marido para buscar comida e ir a uma farmácia, criando assim a oportunidade para ficar sozinha com as crianças. Em outubro de 2022, pesquisas e um desabafo escrito por ela mostravam apreensão quanto à própria habilidade de cuidar dos filhos, mas não indicavam descontrole imediato.
A defesa ressalta, ainda, que a médica buscou ajuda profissional, seguiu prescrições médicas, contatou uma linha de prevenção ao suicídio e chegou a ser internada em um hospital psiquiátrico. A acusação, por sua vez, aponta que em alguns momentos ela teria interrompido tratamentos e não apresentou sinais claros de psicose ou mania para os especialistas que a atenderam.
O veredicto deste julgamento determinará não apenas se Lindsay Clancy será responsabilizada pelas mortes, mas também se terá condições mentais de responder criminalmente pelos atos. Caso seja considerada culpada, poderá ser condenada à prisão perpétua sem liberdade condicional; se for reconhecida a inimputabilidade, pode ser enviada a uma instituição psiquiátrica estatal.






