
Procedimento de inseminação artificial entra em litígio após revelação genética (Foto: Instagram)
Quarenta anos depois de um procedimento de inseminação artificial em Wisconsin (EUA), Mary Ellen Lukezich e seu filho, Joseph Laedtke-Heider, foram surpreendidos ao descobrir que o médico responsável pelo tratamento era, na verdade, o pai biológico do jovem. A revelação surgiu após Joseph realizar um teste de DNA comercial, que apontou para Frederick Dettmann. A família moveu uma ação por fraude contra o ex-obstetra, enquanto Dettmann nega as acusações e alega não se lembrar de nada relacionado ao caso.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
O episódio veio à tona em dezembro de 2024, quando Joseph utilizou um kit de Ancestry.com para investigar suas origens. O resultado surpreendeu a família ao revelar múltiplas ligações genéticas com diversos meios-irmãos. Convictos de que algo estava errado, eles decidiram processar Frederick Dettmann na Justiça do condado de Milwaukee, buscando reparação por danos e julgamento por júri.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
No início dos anos 1980, Mary Ellen e o então marido, Thomas Laedtke, enfrentavam dificuldades para engravidar e procuraram o obstetra Frederick Dettmann. Conforme a queixa, o casal foi informado de que seria utilizado o sêmen de um doador anônimo, descrito como estudante de medicina saudável. Em 1983, nasceu Joseph Laedtke-Heider, fruto dessa promessa.
A verdade começou a emergir quando Joseph identificou pelo menos nove meios-irmãos por meio da plataforma genética. As conexões levaram diretamente ao nome do médico que tratara sua mãe, levantando a hipótese de que Dettmann teria usado seu próprio material genético no procedimento de 1982, e não o de um doador anônimo, cuja existência, segundo a família, nunca foi comprovada.
Além de processar o ex-médico por fraude, os advogados de Mary Ellen e Joseph relataram que outras mulheres entraram em contato após tomarem conhecimento do caso. Cada novo relato ainda passará por verificação individual antes de integrar a ação principal, que visa responsabilizar Dettmann e buscar reparação pelos danos emocionais e psicológicos causados.
Frederick Dettmann, hoje aposentado, nega veementemente as acusações e afirma ter pouca ou nenhuma lembrança dos procedimentos realizados há quatro décadas. Segundo a rádio Itatiaia, não há investigação criminal em andamento contra ele no momento. A família aguarda agora o desdobrar dos processos judiciais, na esperança de que o caso estimule outras possíveis vítimas a se manifestarem.






