Mãe deixa filho com câncer tocar sino de fim do tratamento sem contar que ele não tinha mais chances de cura

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Ghewan Arja emocionou milhões de pessoas nas redes sociais ao compartilhar a história de Omar, seu filho de 10 anos, que morreu em janeiro de 2022, após enfrentar um câncer. Em um vídeo gravado no hospital, o menino aparece tocando o sino que costuma simbolizar o encerramento do tratamento oncológico. O que ele não sabia era que os médicos já haviam informado à família que não existiam mais possibilidades de tratamento curativo.

Nas imagens, Omar está em uma cadeira de rodas enquanto toca o sino, acompanhado pela mãe, que chora e aplaude. Segundo Ghewan, a decisão de não contar ao filho sobre a gravidade de seu estado de saúde foi tomada após uma conversa com a equipe médica.

“Os médicos perguntaram se eu não ia contar para ele. Falamos que não. O que eu deveria dizer para o meu filho? Que o tratamento e as várias cirurgias que ele fez não funcionaram e que agora ele tem de ir para casa e esperar até que descanse em paz? Nessas horas, você diz o que for preciso para proteger o seu filho. Eu menti para ele e foi um dos piores dias da minha vida”, escreveu.

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O menino havia recebido o diagnóstico de linfoma não-Hodgkin em julho de 2021. A doença afeta o sistema linfático e pode atingir diferentes partes do organismo. Ao longo dos meses seguintes, Omar foi submetido a 18 cirurgias e passou por seis meses de quimioterapia.

Apesar dos procedimentos, a doença avançou. Diante da ausência de outras possibilidades de tratamento curativo, os médicos orientaram a família a levar Omar para casa e aproveitar o tempo que ainda poderiam passar juntos.

“Foi quando eles nos disseram para ir para casa e passar tempo de qualidade com o meu filho. Mas como você diz a seu filho que ele está indo para casa para passar seus últimos dias com sua família? Simplesmente não dá”, relatou Ghewan.

Omar morreu em janeiro de 2022, aproximadamente seis meses depois de receber o diagnóstico. Ao revelar o que havia acontecido no dia em que o filho tocou o sino, Ghewan mostrou que a gravação representava uma situação diferente daquela normalmente associada ao gesto.

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A morte do menino foi a terceira perda de um filho enfrentada pela mãe. Em 2009, sua filha mais velha, Aisha, morreu aos 4 anos, após ser diagnosticada com Niemann-Pick tipo C, uma doença rara que provoca deterioração neurológica.

Anos depois, outro filho de Ghewan, Mohamed, apresentou sintomas semelhantes aos de um acidente vascular cerebral (AVC). Após a avaliação médica, ele recebeu o diagnóstico de um tumor cerebral e morreu duas semanas depois.

Ao compartilhar a história da família, Ghewan também falou sobre as perdas que enfrentou e sua relação com a fé.

“Foi devastador e meu mundo inteiro desmoronou. Mas eu sabia que Allah tinha um plano e tive que aceitá-lo. Sou uma mãe que passou por alguns dos desafios mais difíceis da vida. Mas, apesar de todas as dificuldades, ainda sou grata por tudo”, escreveu.