Lula defende soberania nacional e afirma que Brasil não será colônia de ninguém

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Lula em pronunciamento sobre soberania nacional (Foto: Instagram)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou o pronunciamento nacional da noite deste domingo (06), véspera do 7 de Setembro, para condenar pressões externas e reiterar que o Brasil não aceitará subserviência a potências estrangeiras. Em rede nacional de rádio e televisão, ele afirmou: “Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”.
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Lula ressaltou que o tema da soberania nacional ganhou destaque em sua campanha à reeleição após o anúncio de um novo pacote de tarifas do governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. O conteúdo do discurso já havia sido antecipado na sexta-feira (04) pelo Broadcast Político.
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Em cerca de três minutos de pronunciamento, o presidente defendeu que “defender a independência do Brasil é defender a nossa soberania e a nossa democracia”. Ele lembrou as reservas nacionais de terras raras, o marco legal de minerais críticos, o petróleo na Margem Equatorial e a maior reserva de água doce do planeta como exemplos de riquezas que devem “servir ao futuro do povo brasileiro”.

Lula acrescentou que esses recursos precisam ser empregados no desenvolvimento de tecnologia, na geração de riqueza e na criação de empregos em território nacional. “Um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros”, enfatizou.

Voltando-se diretamente aos Estados Unidos, o presidente defendeu o livre comércio e afirmou que nenhuma autoridade externa pode ditar ao Brasil com quem negociar: “Somos um País soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”.

Por fim, Lula enalteceu a Amazônia, a diversidade cultural brasileira e a transição energética como motivos de orgulho nacional e concluiu pedindo que “Deus continue abençoando o Brasil”. Seu pronunciamento teve aval do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, que considerou haver “interesse público” na temática.