Inelegível, Pablo Marçal é denunciado ao MP após declarações contra religiões de matriz africana

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O candidato à presidente inelegível, Pablo Marçal (PRTB), foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo por declarações feitas contra religiões de matriz africana.

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A notícia-crime foi apresentada pela candidata a deputada estadual por São Paulo Mirelle Buêno (PDT), vereadora de Pirassununga, mãe de santo e dirigente religiosa, e o candidato a deputado federal Juliano Medeiros (PSOL), nesta última terça-feira (8).

No dia 27 de agosto, durante entrevista transmitida ao vivo pelo canal BNTV Brasil, no YouTube, Marçal afirmou que “todo macumbeiro é um derrotado na vida, um invejoso” e que se “macumba funcionasse, Bahia seria Dubai”.

Na representação, os candidatos sustentam que as manifestações ultrapassam uma crítica religiosa ou manifestação de descrença, uma vez que atribuem características depreciativas de forma generalizada a uma coletividade religiosa. O documento destaca o uso da expressão “todo macumbeiro” e que as declarações atingem umbandistas, candomblecistas, pais e mães de santo, sacerdotes, integrantes de terreiros e demais pessoas vinculadas às tradições de matriz africana.

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O perfil verificado de Pablo Marçal no Instagram possuía aproximadamente 13,9 milhões de seguidores, enquanto o corte com as declarações publicado em seu próprio perfil havia conquistado em torno de 1 milhão de visualizações. Para os autores da notícia-crime, o alcance de uma manifestação dessa natureza, quando realizada por uma pessoa com milhões de seguidores, amplia seus efeitos e pode contribuir para a reprodução de estereótipos contra os povos de terreiro.