Emma King, de 27 anos, estava grávida de nove meses quando acordou para ir ao banheiro e percebeu que o marido, Sam King, de 27, estava quase inconsciente e com dificuldade para respirar. O caso aconteceu por volta das 4h do dia 3 de abril, na casa do casal em Hedge End, Hampshire, na Inglaterra, dias antes do nascimento da primeira filha deles.
Ao notar que Sam fazia sons estranhos e revirava os olhos, Emma ligou para o serviço de emergência. Como já tinha treinamento em primeiros socorros, ela conseguiu seguir as orientações da atendente e começou a fazer compressões no peito do marido, mesmo com a barriga da gravidez. O procedimento inicial foi essencial para salvar sua vida.
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As compressões continuaram depois que os paramédicos chegaram. Sam recebeu 11 choques de desfibrilador e também foi submetido ao uso do equipamento LUCAS, que realiza compressões torácicas de forma mecânica. Ao todo, a equipe trabalhou por cerca de duas horas para tentar reanimá-lo.
Os profissionais chegaram a considerar interromper a RCP, mas perceberam que Sam ainda produzia dióxido de carbono depois de ser intubado. Um ultrassom também mostrou atividade elétrica no coração, o que levou a equipe a continuar o atendimento.
“Se eles conseguissem reiniciá-lo, então eu tinha uma chance, embora muito pequena, de sobreviver. Então eles fizeram RCP por duas horas”, contou Sam.
O coração voltou a funcionar depois que ele chegou ao hospital. Mesmo assim, Sam apresentou falência de vários órgãos e precisou de diálise. Ele também recebeu um dispositivo de oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO), enviado de Londres para Southampton.
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Enquanto o marido permanecia internado, Emma entrou em trabalho de parto. Quatro dias após a parada cardíaca, em 6 de abril, ela deu à luz Sophie depois de 36 horas de trabalho de parto.
Sam permaneceu em coma até 12 de maio. Quatro horas depois de acordar, recebeu a visita da filha, levada por Emma até o hospital.
O homem deixou o hospital após 33 dias e passou a usar um cardioversor-desfibrilador implantável, que pode reiniciar o coração caso ele pare novamente. Ele também voltou ao trabalho, aos esportes e a ajudar nos cuidados com Sophie.
A causa da parada cardíaca ainda está sendo investigada. Ao reencontrar os profissionais que participaram do atendimento, Sam destacou a importância do trabalho realizado naquela madrugada. “Eu nunca vou esquecer a segunda chance que eles me deram”, declarou.














