Gestante de 8 meses morre nos braços da mãe após atendimento médico; bebê também não resiste

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Grávida de oito meses morre em hospital de Patrocínio após parada cardiorrespiratória (Foto: Instagram)

Nayara Oliveira Silva, de 26 anos e grávida de oito meses, morreu em 12 de abril dentro da Santa Casa de Patrocínio (MG), nos braços de sua mãe, após sofrer parada cardiorrespiratória. A filha que esperava também não sobreviveu. A família afirma que houve demora e divergências no atendimento e, por conta disso, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar possível negligência médica.

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Aos primeiros sinais de mal-estar, febre, dor de cabeça e dor de garganta, Nayara buscou socorro na Santa Casa no domingo, dia 9 de abril. Segundo parentes, ela recebeu medicação e soro, passou por exames que descartaram dengue e H1N1 e recebeu alta. Porém, dois dias depois, na terça-feira (11), o quadro de saúde piorou e ela retornou ao hospital.

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De acordo com familiares, novos exames realizados no dia 11 indicaram queda expressiva no número de plaquetas, motivo pelo qual os médicos recomendaram internação. Nayara voltou para casa apenas para trocar roupas e, acompanhada da mãe, retornou à Santa Casa. Durante a madrugada, ela relatou sentir dores intensas, diminuição dos movimentos da bebê e mudança na coloração do abdômen.

Segundo parentes, a gestante piorou rapidamente, começou a gritar de dor, vomitou por volta das 5h e teve parada cardiorrespiratória. Equipes tentaram reanimá-la por cerca de uma hora, mas Nayara não resistiu, e sua filha também não sobreviveu.

Em nota à Polícia Civil, a Santa Casa de Patrocínio apresentou outra versão: relatou que Nayara voltou ao hospital na noite de terça-feira, foi internada e submetida a cardiotocografia por volta das 22h, que apontou batimentos cardíacos normais da bebê. Conforme a instituição, durante a madrugada a paciente demonstrava estar estável e chegou a manifestar vontade de ter alta.

O hospital informou ainda que, às 4h30, Nayara sentiu forte dor abdominal, caiu e voltou ao quarto, onde começou a vomitar e sofreu parada cardiorrespiratória. Alega que a médica de plantão estava ocupada em um parto de emergência e só pôde atender a gestante após finalizar o procedimento. A tentativa de reanimação durou cerca de uma hora, sem sucesso.

A Polícia Civil segue investigando o caso, coletando prontuários médicos, exames e imagens das câmeras de segurança. O corpo de Nayara foi encaminhado ao IML para necropsia, cuja conclusão deverá esclarecer as causas da morte da mãe e da bebê. A Prefeitura de Patrocínio acompanha o inquérito por meio do Comitê de Mortalidade Infantil e Materna, responsável por avaliar possíveis fatores evitáveis.