Flávio Bolsonaro faz primeira aparição pública em igreja após fugir para os EUA

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Flávio Bolsonaro aparece em igreja nos Estados Unidos após deixar o Brasil (Foto: Instagram)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) apareceu publicamente pela primeira vez nos Estados Unidos desde que deixou o Brasil. Derrotado na disputa presidencial por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente, ele foi visto no domingo, 1º, em uma igreja. O perfil da Base Celeiro Flórida publicou no Instagram vídeos e uma foto em que Flávio aparece acompanhado do irmão Eduardo, da cunhada e da esposa.

Em um dos vídeos, Flávio sorri e conversa com pessoas no local. A publicação traz a legenda: “Culto de hoje cheia da presença do Senhor”. No dia anterior, o senador havia divulgado um vídeo dizendo que agora está em um país onde pode “manifestar livremente” sua opinião.

Na gravação, Flávio afirmou que não teria saído do Brasil, mas “pelo Brasil”, e disse ter sonhado com mudanças para melhorar o país. Também declarou que, sete minutos após o anúncio do resultado da eleição de domingo, uma decisão judicial determinou medidas cautelares contra ele, com base, segundo sua versão, em mentiras. A medida do Supremo Tribunal Federal (STF) previa que ele entregasse os passaportes e permanecesse no Brasil.

A decisão judicial foi tomada diante de suspeitas criminais envolvendo o senador. Flávio é alvo de investigações sobre possíveis irregularidades no financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro. Esse caso envolveria empresas do advogado Willer Tomaz e casas de apostas. Flávio e Tomaz confirmam a amizade, mas negam ser sócios e rejeitam a existência de irregularidades.

Apesar da determinação do STF, Flávio não entregou o passaporte e deixou o país nesta semana. No vídeo publicado na sexta-feira, ele afirmou, sem apresentar provas, que haveria uma atuação político-partidária na mais alta corte do país.

O senador também disse que considera inexplicáveis alguns aspectos da eleição e declarou que resultados seriam “matematicamente impossíveis” no mundo real sem, em suas palavras, “algum gol de mão”. Ele afirmou que falaria em breve, com mais profundidade, sobre o que pensa a respeito, mas não apresentou provas para sustentar as alegações.