
Hopi Hari sob investigação após suspensão de auxílio a visitante com sequelas da Montezum (Foto: Instagram)
A família de Júlia Rimoli Bossoni, de 28 anos, denuncia que o parque Hopi Hari suspendeu a assistência financeira oferecida à jovem após sua alta hospitalar e retorno a Londrina, no Paraná. Júlia sofreu traumatismo cranioencefálico durante um passeio na montanha-russa Montezum e ficou com graves sequelas neurológicas. Ela passou quase dois meses internada após o incidente, quando perdeu a consciência e precisou de cirurgias para controlar hemorragia intracraniana e edema cerebral.
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O acidente ocorreu em abril, em uma visita de Júlia ao parque localizado em Vinhedo, no interior de São Paulo. Durante a volta na Montezum, a jovem perdeu os sentidos instantaneamente e só foi estabilizada após intervenção médica de emergência. No total, foram 57 dias de internação, com necessidades constantes de cuidados intensivos.
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De acordo com a advogada da família, Luana Bossoni, o parque arcou com despesas de hospedagem e alimentação dos parentes enquanto Júlia esteve internada em Vinhedo, além de custear o transporte de ambulância de São Paulo até Londrina, no valor de R$ 7 mil. Contudo, após a jovem receber alta e retornar ao Paraná, a família não recebeu mais o auxílio prometido, que incluiria repasses semanais para fraldas, medicamentos e materiais do tratamento.
A família revela ter desembolsado cerca de R$ 70 mil em cuidados médicos extras, incluindo uma equipe especializada em neurocirurgia não coberta pelo plano de saúde. Desde o acidente, Júlia apresenta sequelas que afetam sua motricidade, fala e memória. Exames constataram traumatismo cranioencefálico, e um laudo técnico sugere que as lesões têm relação com um “contragolpe” sofrido no carrinho da atração.
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo investigam as circunstâncias do ocorrido. O MP requisitou nova perícia técnica na montanha-russa Montezum e no veículo utilizado por Júlia, além de análises de documentos e prontuários médicos que possam esclarecer possíveis falhas de segurança ou responsabilidades.
Procurado, o Hopi Hari declarou que seguiu protocolos de segurança e que a direção do parque acompanhou a internação de Júlia. A empresa informou ter custeado despesas durante a estadia em Vinhedo e afirmou que seu departamento jurídico manteve contato com os familiares, oferecendo um seguro disponibilizado à família. A respeito da alegação de suspensão do apoio financeiro após a alta, o parque declarou que aguardava posicionamento oficial e reforçou que investiga internamente o caso.






