
Viatura da Polícia Civil em frente ao letreiro de Rochedo (MS). (Foto: Instagram)
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga se a morte de duas jovens em Rochedo foi exibida ao vivo para membros de uma facção criminosa que teria ordenado o crime. As vítimas foram encontradas em uma residência incendiada, o que colocou em evidência uma possível disputa entre grupos criminosos na região. As autoridades apuram ainda como ocorreu a invasão e quem deu a ordem para o duplo homicídio.
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Durante a madrugada da última quarta-feira (23), Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 19 anos, foram surpreendidas dentro de casa. Segundo o boletim de ocorrência, dois homens encapuzados invadiram o imóvel munidos de facas e atacaram as jovens. Um terceiro ocupante conseguiu escapar e buscar socorro, relatando detalhes que reforçam a suspeita de execução planejada.
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A principal linha de investigação considera que o homicídio tenha relação com conflitos internos de facções criminosas que atuam na fronteira. A hipótese de transmissão ao vivo do crime para outros integrantes segue sem confirmação oficial, mas já mobilizou equipes de inteligência e perícia técnica para analisar dispositivos eletrônicos encontrados no local.
O laudo preliminar da perícia apontou que as jovens foram assassinadas antes do início do incêndio na casa. Também foram verificadas marcas que indicam tentativa de reação das vítimas, reforçando a crueldade do ataque. Peritos examinam ainda o ponto exato de cada ferimento para estabelecer a dinâmica do crime.
No imóvel, a polícia encontrou porções de cocaína, o que faz os investigadores avaliarem se a presença de drogas teria motivado o duplo homicídio ou sido usada como pretexto para a ação. Uma testemunha afirmou que Ellen Vitória era o alvo principal do ataque, mas o motivo específico ainda não foi esclarecido pelas autoridades.
Nas buscas pelos suspeitos, agentes da Força Tática localizaram Luiz Carlos, conhecido como “Bob Esponja”. Segundo a corporação, ele resistiu a voz de prisão e foi atingido por um disparo durante a abordagem. Socorrido em estado grave, morreu posteriormente em um hospital da região. Outro envolvido foi detido durante as diligências.
A Polícia Civil segue analisando as filmagens de câmeras de segurança e rastreando conversas em aplicativos de mensagens para identificar quem ordenou o crime e qual seria o mandante. O caso está sendo tratado como duplo homicídio qualificado, com agravantes de incêndio e possível execução de caráter ritualístico.






