A cantora Juliette Freire e o atleta Kaique Cerveny subiram ao altar na semana passada, em uma cerimônia realizada em Recife (PE). Uma decisão da famosa, porém, chamou atenção: ela optou pelo regime de separação total de bens e explicou que a escolha foi motivada pela preocupação com a organização dos bens individuais. À coluna, especialistas detalharam a questão.
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DECISÃO
A vencedora do BBB21 contou, durante o programa Saia Justa, do GNT, que os dois mantêm empresas próprias, dividiram as despesas da cerimônia e têm uma conta conjunta destinada aos custos do dia a dia.
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No Brasil, na separação convencional de bens, cada cônjuge mantém a propriedade e a administração individual de seu patrimônio, sem que os bens sejam automaticamente compartilhados em razão do casamento. Para adotar esse regime, o casal precisa formalizar um pacto antenupcial por escritura pública antes da celebração da união.
Para o advogado de família Fernando Félix, a escolha deve ser fruto de uma decisão consciente. “O casamento envolve afeto, mas também produz consequências jurídicas e patrimoniais. Conversar sobre dinheiro e definir previamente como será a administração dos bens não significa desconfiar do parceiro. É uma forma de estabelecer regras claras, respeitar a autonomia de cada um e evitar que questões financeiras se transformem em conflitos no futuro”, explicou.
Outro ponto importante é que a separação total de bens em caso de divórcio não significa ausência de direitos sucessórios. Em caso de falecimento, as regras de herança têm disciplina própria, e o cônjuge sobrevivente pode concorrer como herdeiro com os filhos, observadas as disposições legais.
PLANEJAMENTO
Na perspectiva do planejamento patrimonial, a decisão também exige uma análise que vá além do casamento. A advogada Karla Félix afirmou que a organização dos bens deve levar em conta a estrutura financeira de cada pessoa, principalmente quando há empresas, imóveis, participações societárias ou patrimônio construído antes da união.
“A escolha do regime de bens precisa estar alinhada ao planejamento patrimonial de cada pessoa. A separação total pode ser uma alternativa adequada em determinadas situações, mas não representa proteção automática contra qualquer risco. É necessário analisar a titularidade dos bens, as relações societárias, as obrigações assumidas e os objetivos patrimoniais do casal”, disse.
OUTROS FAMOSOS
Juliette Freire não é a primeira famosa a adotar esse tipo de medida. Outros nomes conhecidos também já tornaram pública a decisão de estabelecer regras próprias para administrar o patrimônio após o casamento. Entre eles estão a modelo Andressa Suita e o cantor Gusttavo Lima, a influenciadora Franciny Ehlke e o jogador Cristiano Ronaldo.
Andressa revelou que a escolha pela separação total partiu dela e estava relacionada à independência financeira de cada um. Franciny, por sua vez, contou que ela e o marido adotaram o mesmo regime em 2025, levando em conta os patrimônios individuais e a estrutura empresarial do marido. Já Cristiano Ronaldo e Georgina Rodríguez oficializaram o casamento civil em Portugal, em agosto de 2026, com uma convenção antenupcial que estabeleceu a separação de bens.
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