
Homem de camisa preta com logo da Virgo posa em frente à paisagem urbana de São Paulo (Foto: Instagram)
O empresário Ivo Kos, sócio-fundador da securitizadora Virgo, foi preso em flagrante na noite de sexta-feira (14) em São Paulo, após a dentista Giullia Falcão Kos, de 27 anos, registrar boletim de ocorrência por violência doméstica.
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Conforme o boletim obtido pelo Metrópoles, Giullia relatou às autoridades uma série de agressões que começou ainda dentro do veículo do casal. O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo.
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Segundo o depoimento da dentista, o casal jantava com clientes de Ivo quando iniciou uma discussão. No trajeto de volta, ele teria desferido socos contra ela dentro do carro. Ao chegarem em casa, ela se recusou a entrar e foi arrastada para dentro com a ajuda de um segurança do condomínio.
Dentro da residência, Giullia afirma que as agressões continuaram: foi atingida na mão por um taco de beisebol, ameaçada com um taser e teve o celular tomado pelo marido. Todos esses detalhes constam no registro na DDM.
Ivo Kos apresentou versão diferente à polícia. Negou as agressões dentro do veículo e disse que Giullia teria começado a violência após um comentário feito durante o jantar. Reconheceu ter desferido um soco depois que ela saiu do carro e admitiu ter pedido auxílio do segurança para levá-la para dentro da casa, mas negou o uso do taco de beisebol e do taser. Segundo ele, a esposa também teria feito ameaças de morte contra ele.
Após o incidente, Giullia publicou um vídeo nas redes sociais exibindo lesões no rosto e na mão. “Essa é a situação que meu marido me deixou: um dedo quebrado, meu rosto todo deformado”, disse no registro. Na postagem, afirmou ainda sofrer agressões há dois anos e solicitou uma medida protetiva contra Ivo.
O caso foi classificado inicialmente como lesão corporal, violência doméstica e ameaça. Ambos passaram por exames no Instituto Médico Legal (IML) e o empresário fez exame toxicológico. O advogado de Giullia, Fabio Fajolli, declarou ao Metrópoles que buscará reclassificar o crime para tentativa de feminicídio, alegando que houve “momentos de muito pavor”.
Ivo Kos compareceu à audiência de custódia e segue detido, conforme informações divulgadas pelo Metrópoles. A defesa, conduzida por Davi Gebara, informou que não vai se manifestar neste momento, em respeito às duas famílias. O processo continua em investigação e pode ter novos desdobramentos a partir de depoimentos e laudos oficiais.






