Gloria Ramirez morreu 45 minutos após chegar ao Hospital Geral de Riverside, na Califórnia, em fevereiro de 1994. Durante o atendimento, porém, 23 dos 37 profissionais que estavam na emergência passaram mal após terem contato com a paciente.
Gloria apresentava falta de ar, náuseas, vômitos e coração acelerado. Enquanto os médicos tentavam reanimá-la, profissionais perceberam um aspecto oleoso em sua pele e um cheiro semelhante ao de alho vindo de sua boca.
Após a enfermeira Susan Kane coletar uma amostra de sangue, ela desmaiou. Outros funcionários relataram tontura, náusea, dificuldade para respirar, sensação de queimação e até perda temporária dos movimentos.
A autópsia apontou que Gloria morreu de uma arritmia cardíaca provocada por insuficiência renal associada ao câncer. No organismo dela, também foi encontrada uma concentração elevada de dimetil sulfona.
++ Mãe relata desespero após filho fraturar o crânio em acidente de patinete elétrico: “Poderia morrer”
Anos depois, pesquisadores levantaram a hipótese de que Gloria poderia ter usado DMSO, substância que teria sofrido transformações químicas e originado um composto tóxico durante o atendimento. A teoria explicaria parte dos sintomas apresentados pelos profissionais.
A hipótese, porém, nunca foi comprovada. A família também negou que Gloria utilizasse DMSO. O episódio fez com que ela ficasse conhecida como a “Dama Tóxica”, enquanto a causa da morte foi esclarecida, mas o motivo do adoecimento dos profissionais permaneceu sem confirmação definitiva.














