O fim da vida complexa na Terra pode estar ligado a um processo muito mais distante e inevitável do que desastres ambientais ou a queda de um asteroide. Um estudo publicado na revista Nature Geoscience aponta que o envelhecimento do Sol, que ficará gradualmente mais luminoso, poderá alterar os ciclos químicos do planeta e levar à perda da atmosfera rica em oxigênio.
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Segundo as projeções, a atmosfera deverá manter níveis de oxigênio superiores a 1% dos valores atuais por cerca de 1,08 bilhão de anos. Depois desse período, a concentração do gás poderá despencar, dificultando a sobrevivência de organismos que dependem da respiração aeróbica. A estimativa, porém, não significa que a Terra vai desaparecer ou que toda forma de vida será extinta exatamente nessa data.
O principal fator seria o aumento gradual da luminosidade solar, que fará o planeta receber mais energia e acelerará o desgaste de rochas. Esse processo retira dióxido de carbono da atmosfera e o armazena em minerais. Como o CO₂ é indispensável para a fotossíntese, sua redução poderá prejudicar as plantas e diminuir, consequentemente, a produção de oxigênio. Os pesquisadores também apontam que processos geológicos, como o movimento das placas tectônicas e o vulcanismo, terão influência nessa transformação.
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A própria história da Terra mostra que a atmosfera já passou por uma grande transformação. Há aproximadamente 2,5 bilhões de anos, o Grande Evento de Oxidação elevou significativamente a presença de oxigênio, criando condições para o desenvolvimento de formas de vida mais complexas. Agora, os modelos indicam que essa atmosfera rica em oxigênio também terá um prazo limitado — mas em uma escala de tempo tão distante que não representa uma ameaça para a humanidade atual.














