As chamadas canetas emagrecedoras já ficaram cerca de 70% mais baratas nas farmácias brasileiras em menos de um ano, e uma nova redução pode estar no horizonte. O Ministério da Saúde avalia incorporar medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida ao SUS e estima que compras em grande escala, combinadas à produção nacional, poderiam derrubar entre 80% e 90% o preço pago pelo poder público.
++Polícia e Justiça Eleitoral investigam vídeo de eleitor usando arma na urna eletrônica
Segundo o Ministério da Saúde, medicamentos que antes custavam aproximadamente R$ 1,7 mil a R$ 2 mil já podem ser encontrados por algo entre R$ 300 e R$ 400 nas farmácias. O governo estima que seriam necessários cerca de R$ 1,5 bilhão por ano para oferecer os tratamentos gratuitamente pelo SUS. O aumento da concorrência também contribuiu para a queda dos preços: 25 canetas já foram registradas no país, sendo 14 somente em 2026.
O pedido para avaliar a incorporação foi protocolado em 24 de setembro e agora precisa passar pela Conitec, que deverá analisar evidências científicas, critérios para utilização e impacto financeiro. Caso sejam incorporados, os medicamentos não seriam destinados ao uso estético, mas ao tratamento de pessoas com obesidade em situações nas quais o controle da doença possa trazer benefícios relevantes à saúde.
++Alexandre de Moraes vota sob forte esquema de segurança em São Paulo
A proposta também prevê que os medicamentos sejam utilizados junto a alimentação saudável e atividade física, seguindo recomendações da Organização Mundial da Saúde. Apesar dos avanços, ainda não existe uma data para disponibilização geral das canetas pelo SUS: a decisão depende da avaliação da Conitec e da definição das condições de acesso ao tratamento.












