
Caiado pede “choque de realidade” no STF e promete quatro vagas para mulheres (Foto: Instagram)
O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, declarou nesta sexta-feira (04) que o Supremo Tribunal Federal carece de um “choque de realidade”. Durante sabatina da revista Veja, ele criticou a atuação de ministros da Corte e ressaltou que, em seu eventual governo, indicará quatro mulheres para ocupar vagas que surgirem no próximo mandato.
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Em sua entrevista, Caiado afirmou que, após a eleição, receberá e avaliará todas as sugestões de nomes para compor o Supremo. “Eu garanto que resgatarei a credibilidade do STF colocando quatro mulheres ali”, assegurou o presidenciável, marcando sua primeira declaração sobre a importância da participação feminina no tribunal.
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Durante o mesmo encontro, Caiado defendeu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, alegando que sua conduta “não corresponde ao rigor exigido de um magistrado do Supremo”. O presidenciável fez referência à relação de Moraes com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que teria envolvimento em operações questionáveis.
Para Caiado, o Brasil nunca presenciou “escândalo de tal monta” envolvendo um membro do STF. Ele argumentou que não se pode transferir a responsabilidade para outros poderes e que, ao identificar suspeitas graves, a Corte deveria suspender o ministro até a completa apuração dos fatos.
Se referindo à delação proposta por Daniel Vorcaro, na qual o banqueiro afirma ter pago R$ 5 milhões à campanha de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022, Caiado enfatizou que “os dados precisam ser apresentados em processo fundamentado”. Ele destacou que tanto o ex-ministro quanto Gilberto Kassab, presidente do PSD, negaram qualquer participação no suposto esquema.
Por fim, o candidato voltou a criticar Flávio Bolsonaro (PL) em razão das recentes revelações de repasses de Vorcaro para financiar o filme biográfico de Jair Bolsonaro. Caiado criticou a postura de Flávio ao tratar o episódio como “página virada” e reforçou a necessidade de rigor investigativo para preservar a confiança nas instituições.






