
Secretário de Guerra americano enfatiza opção militar contra o Irã (Foto: Instagram)
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta segunda-feira (24) que a administração do presidente Donald Trump mantém aberta a possibilidade de recorrer à força militar contra o Irã caso seja necessário. Durante entrevista com jornalistas, Hegseth ressaltou que o governo norte-americano “de forma nenhuma está descartando o uso de ataques cinéticos em qualquer ponto do Estreito de Ormuz ou em áreas próximas ao território iraniano”. A afirmação reforça a postura dura de Washington em relação a Teerã, num momento de intensa tensão entre as duas nações.
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Em sua fala, o secretário enfatizou que não há restrições geográficas pré-definidas para eventuais operações militares, deixando claro que qualquer ação pode ocorrer tanto dentro quanto ao redor do Estreito de Ormuz. Hegseth não detalhou quais seriam os alvos específicos, mas deixou entrever que, caso seja necessário pressionar o regime iraniano, as forças americanas estão preparadas para lançar ataques de precisão com armamentos avançados.
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Apesar da retórica militar, o secretário ponderou que as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos têm sido um instrumento poderoso para enfraquecer o Irã. “Teerã simplesmente não aguenta a pressão financeira que está sendo imposta”, afirmou Hegseth, referindo-se ao corte nas exportações de petróleo e às restrições ao sistema bancário iraniano. Para ele, o aperto econômico é tão impactante que tende a obrigar o país a ceder às demandas internacionais.
Hegseth também destacou o controle norte-americano sobre a rota marítima estratégica. Segundo ele, danos substanciais foram infligidos à Marinha iraniana, reduzindo bastante sua capacidade operacional. “Eles ainda mantêm algumas unidades, mas nada comparável ao que tinham antes. Conseguimos assegurar a navegação no Estreito, permitindo que o petróleo seja exportado sem maiores obstáculos”, explicou o secretário.
Por fim, o chefe do Pentágono reiterou que o objetivo máximo dessas medidas é levar o Irã a negociar seu programa nuclear nas mesas de diálogo. “Queremos garantir que a única alternativa para Teerã seja sentar e discutir as ambições nucleares que tanto preocupam a comunidade internacional, conforme solicitado pelo presidente Trump”, concluiu Hegseth.






