
Bandeira cubana em Havana ilustra novas sanções dos EUA (Foto: Instagram)
Na quinta-feira (20), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou novas sanções contra diversas pessoas físicas e jurídicas de Cuba, ampliando ainda mais a pressão econômica do governo Trump sobre o regime em Havana. As medidas foram divulgadas em um comunicado oficial em Washington, onde Rubio reforçou que os Estados Unidos não tolerarão práticas que, segundo ele, minam a democracia e a liberdade no exterior. O pacote inclui restrições financeiras e proibição de negócios com entidades ligadas ao governo cubano.
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As sanções concentram-se inicialmente no Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), acusado de usar intercâmbios educacionais como fachada para “identificar, cultivar e radicalizar subversivos”. Entre os alvos estão o presidente da entidade, Fernando González Llort; a primeira vice-presidente, Noemi Ramona Rabaza Fernandez; e a diretora para a América do Norte, Leima Martinez Freire. Esses dirigentes foram incluídos na lista de indivíduos sancionados, o que implica bloqueio de bens e restrições de viagem.
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Rubio afirmou em nota oficial que “o governo Trump não ficará parado enquanto uma potência estrangeira hostil busca explorar as nossas liberdades, enganando e corrompendo cidadãos americanos com mentiras, técnicas de espionagem e outras irregularidades”. Ele acrescentou que essas ações fazem parte da estratégia cubana de “exportar marxismo, ressentimento racial e violência comunista”, visando desestabilizar instituições democráticas e ampliar sua influência política além de suas fronteiras.
Além do ICAP, o Departamento de Estado incluiu na lista de sanções quatro organizações estatais ou associadas a Havana nos setores de metais e mineração. Outras três empresas que atuam em atividades de importação e exportação, envolvendo veículos, equipamentos industriais, eletrodomésticos e materiais de construção, também foram alvo das novas medidas. As restrições proíbem transações financeiras e comerciais com essas entidades, restringindo o acesso a mercados e tecnologias fundamentais para a economia cubana.
Por fim, o Ministério da Construção de Cuba e um órgão estatal responsável por fornecer mão de obra cubana a empresas estrangeiras foram incorporados às medidas punitivas. De acordo com Rubio, essas estruturas “sustentam o aparato repressivo do regime por meio do controle de setores econômicos-chave” e fortalecem a capacidade de Havana de financiar programas considerados nocivos à estabilidade regional. As sanções reforçam o pacote de 2020, que já impactou o turismo, a aviação e várias entidades estatais cubanas.
Analistas veem a medida como parte de uma estratégia mais ampla que busca isolar economicamente Cuba, limitando a entrada de capitais estrangeiros e pressionando o governo para promover reformas políticas. A ação de quinta-feira segue outras restrições adotadas pelo governo Trump desde 2017, incluindo proibições a remessas financeiras de emigrantes e ao setor de energia. Diplomatas americanos afirmam que, caso não haja mudanças de postura por parte de Havana, novas sanções poderão ser anunciadas nos próximos meses.






